Jaú - A exportação de calçados femininos engatinha rapidamente no município e promete um novo mercado para o setor. Eurícles Tavarez, gerente de produção de uma das fábricas de calçados, explica que no ano passado exportou sapatos para Cuba.
Dos 500 mil pares produzido pela marca, 200 mil foram da coleção inverno e 300 mil da coleção verão. Essa produção garante 100 empregos diretos e quase o dobro de indiretos - serviços como presponto que alguns profissionais fazem em casa.
De tudo o que é produzido nas empresas, 70% são comercializadas sem a marca de quem confeccionou. “Vendemos para grandes estabelecimentos comerciais da Capital, que colocam no produto seu selo, sua logomarca e usam sua própria embalagem. O nosso nome não aparece”, revela Tavarez.
A expansão do mercado é vista nitidamente no distrito industrial, que mais parece um canteiro de obras. Há inúmeras construções em andamento para instalações de cartonagens, indústria do couro e de sapatos.
Criminalidade
Com cerca de 116 mil moradores, Jaú exibe um índice de criminalidade de fazer inveja a muitos outros municípios de menor e de maior extensão e população. No ano de 2001, registrou seis homicídios. No ano seguinte, o número caiu para quatro e este ano, de janeiro a março, um.
Com a mão-de-obra feminina empregada no setor calçadista, o município não conta com casas de prostituição e as poucas profissionais do sexo fazem ponto na rua.
Com uma frota estimada em 2,4 veículos por habitante, o número de furtos de veículos não chega a assustar. No ano passado totalizou 140, enquanto o número de furtos em geral alcançou os 1.190.
A cidade sofre com a “doença” das drogas. Com a economia em alta, campo fértil para o traficante, a polícia trabalha intensamente para evitar o contato dos jovens com o tráfico e uso de drogas, um problema nacional.