Um currículo é a sua publicidade pessoal, e em tempos de pouca oferta e muita procura, uma apresentação profissional bem feita com as informações necessárias pode fazer a diferença no processo seletivo. Afinal, os profissionais e agências de RH recebem diariamente centenas de currículos. Por isso, o JC inicia hoje uma série de reportagens sobre como preparar um “cartão de visitas” adequado para cada vaga pleiteada ou área de atuação.
Na primeira matéria, vamos abordar o “be-a-bá” do currículo. Apesar dos formulários prontos de papelaria e da Internet terem facilitado a vida dos candidatos, a psicóloga Daniela Gibin, diretora de uma empresa de assessoria em recursos humanos em Bauru, aponta que só isso não é suficiente. “É preciso despertar o interesse do selecionador”, adverte e acrescenta que poucas pessoas sabem fazer um currículo bem feito. “Para fazê-lo é preciso tempo, dedicação e foco. Faça, refaça várias vezes e peça ajuda.”
A consultora elencou uma série de aspectos de formato e conteúdo para que o candidato consiga elaborar o seu próprio currículo:
• A aparência do currículo é fundamental. Ele deve ser limpo, em todos os sentidos, mas conter as informações de forma organizada, evitando poluição visual. Não são necessários enfeites, capas, fotos ou encadernações;
• Use papel sulfite ou outro no mesmo tamanho, mas não muito grosso. A cor pode ser branca ou um tom claro discreto;
• O ideal são duas folhas, mas pode chegar a três (no máximo) se o profissional tiver experiência em diversas empresas ou segmentos. Deve ser objetivo e sintético, sem muitos detalhes.
• A fonte da letra não deve ser muito grande, o ideal é corpo 10 a 14. Não se deve abusar do negrito, itálico e sublinhado. E use somente preto. Os dados devem ser escritos de forma correta, sem erros de português. Deve ser impresso em cópias. Jamais tire xerox. O envelope, de preferência, deve ser impresso ou etiquetado no computador
• Cargos mais qualificados, coloque uma carta de apresentação, que deve ser modificada de acordo com o empregador.
Apesar de não existir um único modelo de currículo, Daniela Gibin aponta que este deve realçar suas principais realizações profissionais acompanhadas de resultados, identificar clara e objetivamente suas experiências de acordo com o seu perfil profissional, seguindo os seguintes passos:
• Identificação - Coloque o nome completo, de preferência no alto da página.
• Endereço - O endereço residencial deve ser completo, com CEP, DDD e telefones diversos. Se não tiver telefone, colocar um número para recados e um nome para contato. Não se esqueça do e-mail e se o contato for feito, o retorno deverá ser o mais rápido possível.
• Informações adicionais - Idade, estado civil, número de filhos e nacionalidade (opcional).
• Objetivo - Este item é o direcionamento do seu currículo. Além de especificar o cargo, pode também colocar a área de atuação. Não colocar mais do que dois.
• Formação - Devem constar os cursos técnicos, graduação, pós-graduação e especialização (curso e instituição). Profissionais de ensino médio devem colocar a sua última formação.
• Qualificações - Informe suas realizações e atividades mais significativas (com resultados) diretamente relacionadas com o cargo desejado, depois inclua as secundárias. Use, sempre que for possível, dados quantitativos e qualitativos usando expressões positivas.
• Experiências - Ao descrevê-las, inicie pela mais recente, informando o mês e ano de entrada e saída, nome da empresa e cargo ocupado. Uma breve descrição das atividades é importante para que não surjam dúvidas em relação ao perfil.
• Idiomas e informática - Mencionar o grau de conhecimento, por exemplo: Espanhol - nível básico.
• Outras informações - Cite se participou de algum evento relevante, workshop ou seminário. Demonstra disposição a atualizar-se e interesse em crescer no emprego. Experiências internacionais contam muitos pontos.