“Nobilíssimos pares”. Com tal adjetivação, o edil pastor Lelo Rodrigues inicia seus dez minutos de tribuna nos trabalhos semanais da nossa pior e mais conturbada edilidade em toda história política da província. Com certeza o esclarecidíssimo edil está brincando com o nosso vernáculo. Mais apropriado seria o antônimo...
Mas o objetivo da presente, laborioso e esclarecidíssimo edil, é ousar ajudá-lo a melhorar sua proposta de colocação de “tartarugas” na av. N. S. de Fátima. Sugiro que o combativo edil saque seus óculos escuros e veja com clareza as quadras 2, 3, 4 e 5 da referida avenida. A existência naquelas quadras da “ilha” que separa as pistas automotivas, além de proporcionar segurança para quem se dispuser atravessá-las, proporciona embelezamento ímpar ao local. Dando continuidade na implantação da “ilha”, e o aumento da largura do “leito carroçável” com a conseqüente diminuição de 1,5 metro de cada calçada lateral, além da fixação dos postes de iluminação nas referidas “ilhas”, a segurança almejada pelo edil melhorará sobremaneira, além de proporcionar o nascimento de uma das mais belas avenidas da província.
Como o pacífico edil é amigo de todo mundo no Poder Executivo, desde o alcaide até o mais simples barnabé, não vislumbramos dificuldades no trabalho de convencimento do secretário de Obras, em que pese o mesmo ter opinião divergente de seus subordinados, onde em entrevista recente ao Jornal da Cidade, declarou que os engenheiros da sua secretaria são incompetentes para tratar de assuntos referentes a avenidas...
Se o preocupado edil tiver que fazer proposta adequada ao século XXI que o faça, não pelo simples fato de satisfazer o seu tão exigente eleitorado, mas sim objetivando o benefício da coletividade para o futuro. A sugestão descabida com a colocação pura e simples de “tartarugas” numa avenida, sob a falsa justificativa de que irá melhorar a segurança de seus usuários é pura balela. Lembra-se, “nobilíssimo” edil, do acidente fatal ocorrido há anos na avenida Duque de Caxias?
A proposta do edil é desastrada porque se as coisas se complicarem com a fixação dessas porcarias de tartarugas, vai ficar evidente que isso não pode ter sido produzido por uma equipe de trânsito que tem a obrigação de olhar a situação física do momento, produzindo uma situação de futuro.
Para quem já freqüenta a edilidade há anos, passar recibo de bonzinho é uma estupidez abissal. Vamos deixar de hipocrisia, senhor edil. Dentre os seus pares, o mais inocente deles usa luva de box para costurar qualquer cerzido. Percebe portanto, senhor edil, que a sua adjetivação não tem a recíproca dos seus pares? Quanto aos quelônios, já é mais que suficiente deixá-los rastejando nas Cerejeiras. (Nicanor Amaro Silva - RG 7.725.024)