Tribuna do Leitor

Fechamento dos bares


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Gostamos, aplaudimos e desejamos que a comissão pleiteadora do fechamento dos bares às 23h concretize seus intentos, entretanto, lamentamos a ausência dos membros da Secretaria da Saúde na citada comissão. Não ignoramos que tal medida muito contribuirá para a diminuição da criminalidade, porém, o que mais necessitamos é de silêncio. Em nome do desemprego, num passe de mágica, um empório, uma quitanda e até mesmo uma residência é transformada num bar ao lado de casas de famílias.

Só quem reside nas imediações desses nefastos estabelecimentos é que sabe dizer o quanto é prejudicial para a saúde, os gritos, as gargalhadas, as músicas e as badernas aprontadas pelos devoradores de imundícies, que se acomodam nas calçadas, senão, até mesmo no piso asfáltico a fim de serem servidos pelos familiares ou pelos empregados dos detestáveis estabelecimentos.

Quantos infelizes já não foram feridos por veículos em movimento por terem necessidade de se esquivar das besteiras, senão das pernas dos bebuns que se apoderaram das calçadas; quantos infelizes não estão semi-surdos de tanto colocarem mechas de algodão nos ouvidos a fim de conciliar o sono; quantos infelizes não se tornaram nervosos senão neuróticos por ter que, após exaustivos trabalhos, ficar trancafiados em seus calorentos domicílios, para com muita dificuldade poder atender ao telefonema ou manter conversações serenas com seus familiares.

Os bebuns, sempre acompanhados daquelas que dizem não namorar mas que com elas ficam, não percebem que as bebidas, os lanches, os churrascos e toda espécie de alimento estão salpicados de fezes, de ranhos, de catarros e de tantas outras imundícies que os veículos em movimento fazem com que se desprendam do asfalto.

A bem da saúde desses freqüentadores dos botecos, a bem da saúde dos infelizes moradores das imediações desses nefastos estabelecimentos e a bem de toda essa angustiosa e sofredora população, rogamos aos membros da saúde para que acabem de uma vez por todas com esses bares próximos de residências e que não mais permita mesas, cadeiras ou qualquer outro tipo de acomodação nas calçadas ou nos pisos asfálticos, visto que elas são de uso exclusivo dos transeuntes e estes são de uso exclusivo dos veículos.

Pelo amor de Deus, chega de barulho, chega de baderna. Nossa cidade possui calçadão, espaçosas avenidas, rios e riachos às margens dos quais poderão ser transferidos esses malditos estabelecimentos. Condução e tempo não faltam para esses vagabundos. Eles que andem e por lá se acomodem. O importante é que não mais se aglomerem nas proximidades de nossas pequenas e aglomeradas residências. Em nome de todos os moradores, agradeço a publicação da presente.

Omero José de Souza - RG 8.849.327

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