Em seu aniversário, infelizmente não podemos parabenizar a cidade em que nascemos e passamos nossa vida toda. Ao tomar conhecimento de que temos um PIB de R$ 2 bilhões, que gera uma arrecadação “monstruosa”, perguntamos. Então, o que se faz com essa “derrama”? Absolutamente nada, deixando-nos apenas a pergunta, aonde vai o dinheiro? Será que é todo consumido em “carne, feijão, bolacha, etc.”, ou com os caríssimos secretários, que até hoje produziram um trabalho “totalmente invisível” mas não subterrâneo, haja vista os incontáveis “buracos de Bauru”. Nossa pobreza vem de longa data, desde que legisladores em nível estadual e federal nos fizeram perder a fábrica da Brahma, uma Escola Agrícola por um presídio, duas faculdades de Medicina, uma para Botucatu e outra para Marília, um aeroporto para Arealva e, recentemente, perdemos um hospital para Botucatu, além de outras coisas com as quais foram mais cuidadosos e não tomamos conhecimento. Aparecem algumas “melhorias”, quando se ergue um “facão” de cassação, mas vemos as trocas de “partido”, demonstrando que a população precisa ficar atenta, para sabermos se (apesar do absurdo consumo financeiro do “enorme” Poder Legislativo Municipal, “apenas cinco bastariam”) temos vereadores ou meros “camareiros”. Neste aniversário de minha Bauru, fico triste por saber que os “exercitadores” de nossa democracia, em vez de governo do povo, a transformaram em governo dos “demônios”, das negociatas políticas e financeiras, visando somente à continuidade do exercício de sua profissão de político, ou seja, viver à custa dos impostos arrecadados, sem ter que trabalhar e sobreviver de recursos ou aposentadorias conseguidos honestamente, e tentando a perpetuação dessa situação. O “povo e a cidade” que se danem... (Antonio Miguel Edaes Inete - OAB.SP 32015)
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