Marília - O Rotary Club irá reformular o projeto de doação de sangue que vem desenvolvendo em parceria com a Secretaria Municipal da Educação e com o Hemocentro de Marília (100 quilômetros a Noroeste de Bauru).
Segundo a assessoria de imprensa do Rotary, a proposta foi apresentada na última reunião ordinária do clube, quando foram informadas as alterações necessárias no projeto que vinha sendo desenvolvido pelas três entidades. “Vamos rever algumas situações para nos adaptar à nova realidade”, disse José Antônio Carmanhani, presidente da Avenida de Serviços à Comunidade.
A nova situação apresentada no encontro foi de que o Hemocentro de Marília não poderá mais trabalhar da forma como vinha fazendo a campanha de doação de sangue nas escolas públicas do município e nas faculdades e em alguns colégios da rede privada, quando disponibilizava equipamentos e funcionários nos estabelecimentos de ensino.
“Diante deste problema será necessário criarmos novas formas de doação, bem como fortalecer ainda mais o foco educacional”, disse o representante do Rotary Marília Pioneiro. “Temos que continuar com a visão de que o aluno de hoje é o doador de amanhã”, falou.
Segundo Carmanhani, o Rotary irá estudar a possibilidade de premiar as escolas que mais doadores conseguirem, principalmente se forem pais de alunos da escola em um período determinado.
“Vamos distribuir fichas nas escolas e no momento da doação os pais depositariam essas fichas numa urna para o sorteio”, falou ao deixar claro que ainda não existe uma definição neste sentido. “Vamos encontrar uma maneira de conseguir veículos que busquem e levem os pais interessados em doar sangue até ao Hemocentro”, comentou ao fazer a sugestão ao clube.
Outro trabalho que o Rotary Marília Pioneiro pensa em desenvolver é sobre um trabalho de levantamento de dados no sentido de estudar o comportamento dos doadores, para definir a real causa da não doação.
“É preciso saber o motivo dos pais não participarem da campanha”, defendeu Carmanhani. “Ao descobrirmos os motivos, será mais objetivo o trabalho de conscientização”, disse, ao lembrar que na França o jovem que completa 18 anos de idade tem orgulho em poder doar sangue freqüentemente.
Uma reunião entre os integrantes da Avenida de Serviços à Comunidade do Rotary Marília Pioneiro será realizada para a definição das ações e a elaboração da nova estrutura do projeto a ser desenvolvido em Marília.
“Temos condição de manter a média de 60 doações por quatro horas de campanha, como vinha acontecendo nas escolas”, acredita o dirigente. Ele lembrou que atualmente o Hemocentro consegue 1,5 mil doações por mês, com uma média de 60 doações por dia.