• Mais uma CP
Não teve jeito: os vereadores que apóiam o prefeito bem que tentaram, mas não evitaram a instalação de mais uma Comissão Processante (CP) contra Nilson Costa (PTB). Agora, a Câmara de Bauru vai investigar denúncia de outro pagamento antecipado para fornecimento de gêneros alimentícios (feijão, bolacha e milho) à merenda escolar.
• ‘Recorde nacional’
Nilson ainda mantém o bom humor ao afirmar que o Legislativo poderá estar batendo recorde nacional ao permitir a instalação de duas CPs contra o prefeito. Para suportar a turbulência política desfavorável, ele diz que continua com a “paciência de Jó”. O futuro político do prefeito ainda está indefinido.
• Interpelação ao PFL
Nilson não engoliu o manifesto do PFL, subscrito por 44 pessoas, distribuído na cidade e publicado no JC em informe publicitário, que faz a denúncia da compra de feijão. Vai interperlar judicialmente a direção do partido e todos os que assinaram o manifesto. O prefeito disse querer as provas das acusações que constam no texto.
• Chegou no fim
O vereador Pastor Luiz (PL) escapou de ter que votar a instalação da CP para o prefeito. Ele chegou no finalzinho da sessão, já com a Processante instalada. Alegou que estava viajando. O liberal até teve chances de participar do processo, já que a sessão ficou suspensa por mais de uma hora.
• Faces da estrela
Não são só petistas detentores de mandato que enfrentam o dualismo interno entre defender os projetos do governo liderado por Lula e enfrentar os protestos da base da própria legenda, formada pelos trabalhadores. Reformar causa desconforto em quase todas as tendências internas. Por um ou por outro motivo.
• Vermelhidão
O vereador José Carlos Batata (PT) até que está enfrentando poucas reações dos grupos contrários aos programas e projetos em andamento no País. Os petistas enfrentam uma espécie de crise da cor, seja por identidade ou constrangimento. Os radicais ficam vermelhos de raiva contra o governo do PT. Os governistas ficam vermelhos de raiva com os radicais.
• Sem muito efeito
Por falar em reforma, o Poder Legislativo deixou claro ontem que não surtiram o efeito desejado as alterações que o governo Nilson Costa fez em seu secretariado. Pelo menos em termos de apoio político. Nilson trocou seis do primeiro escalão e dezenas de cargos começaram a ser colocados à mesa nas últimas semanas. Ainda assim, ganhou mais uma Processante.
• Acordo de um só
As negociações políticas que produziram a recente reforma do secretariado, na prática, gerou apenas um voto a mais em plenário, além daqueles que eram contados como certos. O efeito ocorreu só em relação a Milton Dota Jr., do PTB. Mas José Lelo (PTB), que deve ser colega de Nilson na nova executiva petebista, votou a favor da CP do Feijão.
• Sem fazer greve
Nilson Costa participa hoje, em São Paulo, na Assembléia, do protesto de chefes de Executivo contra a diminuição no repasse de verbas estadual e federal por conta da queda na arrecadação fiscal. Mas não vai aderir ao pedido de paralisação do serviço público feito pelo comando do ato.