Regional

Polícia Rodoviária descobre 9,4 quilos de cocaína escondida em carro

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Pirajuí - Uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) falsa apresentada pelo pintor Sílvio Alves Pereira, 33 anos, levou os policiais militares rodoviários de Pirajuí (58 quilômetros a Noroeste de Bauru) a descobrirem 9,4 quilos de cocaína no carro dirigido por ele, o Tipo placas BRH 0097, de São Paulo, anteontem à tarde. A droga estava acondicionada em nove pacotes, sob o banco do passageiro.

O Tipo foi parado pelos policiais numa abordagem de rotina, conta o tenente Wanderlei Andrade Júnior, comandante interino da 1.ª Cia da Polícia Militar Rodoviária. “Os policiais desconfiaram da atitude dos dois ocupantes e, ao revistar o carro, acharam a droga”, conta.

Além de Pereira, que dirigia o Tipo, foi preso o funileiro Mariuzan Bonfá, 22 anos. O delegado Mário Henrique de Oliveira Ramos, que está respondendo pelo expediente de Pirajuí, conta que os policiais constataram imediatamente que a CNH apresentada por Pereira era falsa. “Ele confessou que havia comprado a CNH em São Paulo. Na hora que os policiais acharam a droga, os dois tentaram fugir”, conta.

Um dos ocupantes do carro foi detido pelo policial rodoviário que estava fazendo a autuação, mas o outro chegou a entrar em um matagal. “Os policiais rodoviários solicitaram apoio da Polícia Militar de Pirajuí e fizeram um cerco no local e detiveram o segundo”, explica.

Na delegacia, os dois rapazes contaram ao delegado que moram em Sumaré, região de Campinas, e levariam a maconha para São Paulo. “Eles disseram que saíram de São Paulo, foram até Lins, onde pegaram a droga, e iriam entregá-la em São Paulo”, diz o delegado.

Agora, a Polícia Civil está tentando identificar quem entregou a droga em Lins e quem a receberia em São Paulo. “A apreensão de pequenas quantidades de cocaína em Pirajuí, até em função dos presídios aqui existentes, é comum, mas mais de nove quilos é uma apreensão grande e rara”, afirma Ramos

Tanto Pereira quanto Bonfá foram autuados por tráfico, crime que prevê de três a 15 anos de reclusão, e associação para o tráfico, que prevê pena de quatro a dez anos de prisão. Os dois foram recolhidos na Cadeia Pública de Avaí para posteriormente serem transferidos para o Centro de Detenção Provisória (CDP).

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