Tribuna do Leitor

O sapo barbudo não virou príncipe


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A foto estampada na primeira página do JC deste sábado 2/8, em que aparece o presidente Lula fingindo tocar violino, me fez lembrar do Titanic, cuja orquestra continuava tocando enquanto o navio naufragava. Lá pelo menos os músicos realmente tocavam seus instrumentos, enquanto aqui o presidente apenas fingia. Fingir, aliás, parece ser sua especialidade, uma vez que finge governar, apesar de ter sido eleito para tanto. Finge governar, quando permite que a anarquia se instale no país, principalmente quando se trata do MST e de sua versão urbana dos sem-teto, os quais têm promovido invasões e depredações do patrimônio particular e público, desrespeitando toda e qualquer lei e autoridade, sem que nada lhes aconteça. E o que faz o governo? Recebe-os no Palácio, veste o boné do movimento, e ainda permite que um de seus membros (o qual está indiciado criminalmente no RS) fizesse “embaixadinhas” no local, numa demonstração de total intimidade com o presidente. E o que vemos a seguir? João Pedro Stédile conclamando seus seguidores à luta armada.

Com dois trimestres de crescimento negativo, o país já está em recessão. O desemprego é alto. Já existe até a hipótese de algumas multinacionais, principalmente montadoras, se retirarem do país. E o pessoal do PT ainda não desceu do palanque e fica falando da tal “herança maldita”, quando na realidade receberam o país com o trem nos trilhos, sendo que eles é que estão se encarregando de descarrilá-lo. O comentarista da Rede Globo, Arnaldo Jabor, no Jornal Nacional do dia 1/8, foi muito feliz quando teceu um paralelo da atual situação criada pelo PT, com a criada por João Goulart antes de 1964.

Em outra ponta vemos o PT botando panos quentes nas investigações das contas CC-5 (também conhecidas como escândalo do Banestado), em que vazaram mais de 30 bilhões de dólares, quantia cerca de mil vezes superior ao montante desviado pelos fiscais do RJ. E ainda o loteamento dos cargos públicos entre aliados e colaboradores ultrapassando os limites do bom senso; pessoas sem competência técnica sendo galgadas a posições estratégicas, embaixadores que não dominam a língua do país em que irão morar, esposas de políticos sendo nomeadas para cargos com salários médios na casa dos R$ 6.000,00. E quem voltou a ouvir falar do escândalo da Lunus, o qual inviabilizou a candidatura presidencial da atual senadora Roseana Sarney?

De concreto, só vimos o passeio da cadelinha Michelle em carro oficial; as “peladas” na Granja do Torto (agora com o “campinho” devidamente iluminado); o “teatro” armado pelos radicais; a ambigüidade petista em relação à Constituição e às leis, as quais são sempre cobradas ou rasgadas dependendo das circunstâncias; os discursos inflamados que nada resolvem; as gafes diplomáticas, a piada do Fome Zero; etc...

O navio está afundando, mergulhado na recessão, desemprego, juros altos, e sobretudo com o povo desiludido por mais uma vez ter sido enganado. O sapo barbudo foi colocado no Palácio, porém não virou príncipe, e o povo já está com asco de tanto beijá-lo. Grato pela publicação.

Antonio Vitorino Ferreira - RG 9.817.501

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