Bairros

Extensão busca qualidade de vida


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A busca da qualidade de vida das comunidades atendidas pelos projetos de cidadania é um aspecto que todos eles têm em comum.

É o caso do Educação Física e Cidadania, das Faculdades Integradas de Bauru (FIB). Cerca de 1.000 crianças de 6 a 13 anos são atendidas em mais de 30 locais diferentes na cidade - entre eles creches, escolas e a Associação de Pais e Amigos dos Exepcionais (Apae). Os voluntários promovem atividades esportivas e recreativas.

“Queremos promover cidadania e melhorar a qualidade de vida das crianças”, diz Jorgeta Zogheib Milanezi, coordenadora do projeto.

A FIB conta com apoio de empresas locais para a compra de materiais. O resultado, segundo a coordenadora, é bastante satisfatório. “Quem participa tem adorado. As pessoas dizem que melhora o estudo e o comportamento social e psíquico das crianças”, afirma.

Ela acrescenta que o objetivo é atender pessoas carentes que não podem pagar um clube ou academia.

Unesp

Na Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), não é diferente. Há diversas atividades (mostras, feiras, projetos, palestras, jornais) coordenadas por docentes e executadas por estudantes na comunidade.

“Os projetos são desenvolvidos para que professores e alunos utilizem o conhecimento adquirido na universidade para interagir com a comunidade”, expõe Loriza Lacerda, vice-diretora da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac) da Unesp.

Ela cita projetos na área cultural, como o Núcleo de Pesquisa e Produção Teatral; na área de comunicação, como o Jornal da Cidadania; e na área de moradia, como o projeto Habitação Popular e Arquitetura: em busca de uma qualidade projetual nas moradias.

O professor Clodoaldo Meneguello Cardoso, do Departamento de Ciências Humanas da Unesp, é coordenador do Núcleo pela Tolerância. Trata-se de um núcleo de documentação, pesquisa e extensão que foi criado em 1998 com alunos de diferentes cursos da Unesp. Os participantes estudam direitos humanos em Bauru e avaliam principalmente as áreas de saúde, habitação e trabalho.

Após a pesquisa, o objetivo final é elaborar um boletim e promover discussão e orientação junto à comunidade.

“Esse suplemento sobre a situação dos direitos humanos em Bauru subsidiaria debates na periferia para ampliar a consciência dos direitos e explicar como recorrer”, diz Clodoaldo.

No site do núcleo (www.faac.unesp.br/pesquisa/tolerancia), há orientações para professores sobre os conceitos estudados pelo grupo, que também desenvolve trabalhos com escolas, oferecendo subsídios teóricos para discussão em sala de aula.

“A extensão tem que estar ligada ao ensino e à pesquisa para não virar um trabalho comunitário de um clube de serviço, que é outra coisa”, explica o professor.

Ele cita, ainda, o Curso Pré-Vestibular Lions & Unesp, fundado em 1999 em parceria com o Lions Clube Bauru-Estoril. O público-alvo são alunos da escola pública.

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