Economia & Negócios

Servidores da Unesp farão paralisação nos dias 19 e 20

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

Cerca de 60 funcionários e professores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru aprovaram, em assembléia realizada ontem pela manhã, a paralisação das atividades nos dias 19 e 20 deste mês. O objetivo é protestar contra a reforma da Previdência. A possibilidade de greve, que já atinge outros quatro câmpus da instituição, não está descartada pela categoria.

O presidente da Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp), Milton Vieira do Prado Júnior, diz que uma série de atividades de mobilização está programada até o dia 19. “Vamos fazer uma ampla divulgação hoje (ontem), durante o evento de comemoração dos 15 anos de encampação da universidade, uma panfletagem amanhã (hoje) e, na segunda-feira, estaremos percorrendo os departamentos e salas de aula”, revela.

Segundo ele, um grupo de funcionários e professores de Bauru estará em Brasília participando de uma manifestação nacional programada para o dia 19, quando o projeto da reforma da Previdência deverá ser votado pela Câmara dos Deputados em segundo turno. “Enviaremos pelo menos um ônibus. Vai depender da procura da comunidade acadêmica”, observa.

Prado Júnior diz que o objetivo é paralisar todos os serviços do câmpus de Bauru nesses dois dias e oferecer, para quem não estiver na Capital federal, a oportunidade de participar do protesto. “Há um comando de mobilização que deve agendar algum debate ou atividades no dia 19”, afirma.

Greve

Embora houvesse a possibilidade da assembléia de ontem deliberar por uma greve imediata, Prado Júnior diz que os participantes optaram pela interrupção das atividades durante dois dias. “Como estamos em um processo de mobilização, a avaliação foi de que seria a melhor opção neste momento. Isso para evitar que uma greve não se consolidasse na prática”, declara.

O presidente da Adunesp afirma, porém, que a possibilidade de uma paralisação mais prolongada ainda não está descartada. “Faremos uma nova assembléia no dia 20, às 14h, na sala 1 do câmpus. Dependendo dos resultados de Brasília, a gente pode reavaliar e partir para a greve”, revela.

Ele lembra que o Fórum das Seis, entidade que congrega os sindicatos de docentes e funcionários da Unesp, Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), já aprovou um indicativo de greve que começou a vigorar na última segunda-feira.

Prado Júnior, que também é presidente da Adunesp Central, órgão que congrega os sindicatos de professores da Unesp em todo o Estado, diz que quatro câmpus da universidade já se decidiram pela greve. “Assis, Marília e Rio Claro já estão parados e Ilha Solteira deliberou pela greve a partir de amanhã (hoje). Temos ainda várias rodadas de assembléias em outros câmpus”, diz.

Para ele, as universidades estaduais paulistas iniciaram tarde os protestos contra a reforma da Previdência. “As federais já estão há quase 40 dias paralisadas, mas entramos com fôlego e estamos prevendo uma grande mobilização”, opina.

A Unesp de Bauru tem, atualmente, cerca de 1.300 funcionários, entre professores, servidores técnicos e administrativos.

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