Regional

Uru conserva mercado à moda antiga

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

O congestionamento no trânsito é uma realidade totalmente oposta a registrada na cidade de Uru (111 quilômetros a Noroeste de Bauru). O armazém do “seu” Rubens é uma atração à parte, que resiste à era do hipermercado e conserva as características da zona rural, como o café moído na hora.

O sossego oferecido pelo município pode ser sentido também na resolução dos problemas policiais. Os raros casos, coisa quase que insignificante, são solucionados “in loco” pelo escrivão de polícia.

A cidade é tão tranqüila que as rolinhas (pássaros) são alimentadas com ração pelos comerciantes que podem “perder” tempo em vê-las no asfalto. “Temos o privilégio de poder apreciar as rolinhas se alimentando”, comemora o comerciante Rubens Roncari.

Ele é o proprietário do armazém conhecido pelo seu nome. Descendente de italiano, “seu” Rubens faz questão de frisar que mantém o comércio, no mesmo local há 40 anos. “O armazém foi instalado do jeito que está. Faço questão de não modernizar as instalações para não intimidar meus clientes.”

Roncari explica que seu público alvo são os trabalhadores rurais que chegam com a lista em mãos. “Tenho clientes que compram só aqui desde que abri o armazém. Essas pessoas procuram gêneros de primeira necessidade e não querem luxo.”

Ele relembra com saudade dos tempos em que a palavra do homem valia mais do que qualquer nota promissória. “Eu vendia fiado de um ano para outro. Os trabalhadores compravam o ano todo e só pagavam na colheita do café. Hoje, isso não é possível.”

Para atender o seu cliente preferencial, “seu Rubens” mantém materiais nada convencionais em seu armazém. Além de vender gêneros alimentícios, ele comercializa botinhas, chuveiro para área rural, bomba de flitz (para pulverizar a casa contra os pernilongos) e chapéus.

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