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Carros turbinados atraem admiradores

Hérica Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Beleza, originalidade, história e modernidade se unem para mostrar aos moradores de Bauru veículos antigos originais e os modernos turbinados.

O encontro de carros é realizado semanalmente, sempre aos domingos, na praça Portugal, e tem atraído colecionadores da cidade e de todo o Estado. Muitos jovens e curiosos também vão até a praça para conhecer e admirar os automóveis. Já os mais velhos gostam de relembrar os bons tempos que passaram dirigindo um calhambeque, Romiseta ou uma bela jardineira.

A paixão por esses carros começa cedo e se estende pela vida toda. Provas disso são o estudante Marco Aurélio de Oliveira Filho, 21 anos, proprietário de um Passat ano 1986, e o médico José Carlos Tosi, dono de uma pequena frota de veículos antigos.

Oliveira Filho é apaixonado pelo Passat turbinado com som “envenenado”, como ele diz.

Proprietário do veículo há um ano, ele não vende o Passat por menos de R$ 8 mil. O carro tem motor turbo, som com caixa selada, rebaixado, visual diferenciado e esportivo, recalibrado para turbo e pneus zero. “Tenho também um Fusca, mas ele é original, com placas pretas. No Passat eu quis mexer, é turbinado, com visual diferente. Está ‘inteiro’ e é muito bom andar com ele”, destaca Oliveira Filho.

Segundo ele, o Passat é movido a álcool para diminuir a pressão, e faz quatro quilômetros por litro.

Luiz Rogério Antonetti, policial militar, tem um Opala ano 1972. O veículo é turbinado, com nitro, carburação, som completo que já competiu e venceu em campeonato de som em Ribeirão Preto e rodas. Antonetti considera o Opala completo e não o vende por menos de R$ 16 mil. “Se eu encontrar alguém que goste como eu gosto, até vendo. Então, compro outro e começo tudo de novo, montando para deixá-lo como eu gosto”, diz.

A paixão de Antonetti por veículos já vem de muitos anos. “Entre Caravan e Opala, já tive uns 300 veículos, todos com um diferencial”, afirma.

Já o médico José Carlos Tosi prefere os antigos originais. Ele é proprietário de 17 carros, entre eles, uma Romiseta, um Alfa Romeu, uma Jardineira de 1929, um Sinca e um Ford 40.

Tosi começou a coleção há 30 anos com um calhambeque laranja, que estava em exposição. “Comprei um, depois fui comprando, comprando e hoje tenho todos esses.”

Perguntado se vende algum dos veículos, Tosi é enfático: “Não vendo de forma alguma.” A Romiseta, por exemplo, vale R$ 25 mil. O veículo foi comprado há três anos por R$ 500,00 e as peças são todas originais.

Todos os carros são usados pelo menos uma vez por semana e estão em perfeita ordem.

Tosi destaca a importância de ter e cuidar dos veículos, que fazem parte da história do País. “Cultivar o antigo é preservar a história e isso é muito importante para nós”, diz.

Ele finaliza convidando a população que gosta de carros. “Basta gostar e participar, tendo carro ou não.”

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