A 1.ª Companhia da Polícia Militar (PM) e o 3.º Distrito Policial (DP) vão ganhar um banco de dados digital, com fotos e informações de marginais e criminosos que atuam nas regiões central e sul da cidade. O projeto, financiado pelo Conselho de Segurança (Conseg) Centro/Sul, deve entrar em operação dentro de algumas semanas.
O intuito do banco de dados digital é modernizar o álbum de fotos de criminosos e agilizar tanto a inclusão de novas fotos e informações, quanto a sua consulta. “No arquivo físico, não é possível separar os marginais por crime ou por características”, aponta o presidente do Conseg, Primo Mangialardo. Ele afirma que o conselho deve comprar uma máquina fotográfica digital nos próximos dias para dar início ao projeto.
“Cada criminoso tem a sua especialidade: roubo a residências, estabelecimentos comerciais, veículos. Os policiais vão fotografar os ‘conhecidos’ e colocar as informações no computador. É um programa de banco de dados simples, com as informações e a foto da pessoa, fácil de atualizar com a máquina digital”, explica Mangialardo.
“Montaremos um arquivo criminal das pessoas que atuam na nossa área. As vítimas que sofrerem crimes à noite ou nos fins de semana terão a possibilidade de fazer a identificação mais facilmente”, comenta o capitão Benedito Roberto Meira, comandante da 1.ª Companhia da PM, responsável pelas Bases Comunitárias Centro e Sul. Ele diz que a câmera digital também permitirá o cadastro de pichadores, que serão identificados pelas assinaturas e tipo de desenhos.
“Um arquivo digital, com fotos atuais, também diminui o constrangimento da vítima em reconhecer e denunciar o criminoso”, lembra o presidente do Conseg.
O banco de dados deverá ser instalado na sede da 1.ª Cia e no 3.º DP. Inicialmente, ele será utilizado pelos policiais militares das Bases Comunitárias Centro e Sul, e pelos policiais civis que atuam nestas regiões. “No futuro, com a ligação em rede entre todas as bases e distritos, teremos um grande banco de dados da cidade. Mas agora, temos de começar a fazer, e a facilidade da foto digital permite isso”, afirma o capitão Meira.
Também serão cadastrados, segundo Mangialardo, os prestadores de serviços informais, como jardineiros, lavadores de carro, guardas-noturnos e piscineiros, que não têm vínculo empregatício com os moradores ou empresas, e acabam conhecendo suas rotinas. “Será um arquivo somente de quem autorizar, para dar mais segurança àqueles que necessitarem dos serviços. Os guardadores de carro, por exemplo. É do interesse deles que a polícia saiba quem eles são e onde trabalham, para sua própria segurança e para que não sejam apontados como culpados por algo que não fizeram”, afirma.
A compra da câmera digital e a implantação do banco de dados será possível graças à festa “Noite do B.O.”, que teve sua quarta edição promovida pelo Conseg Centro/Sul, em parceria com a PM e a Polícia Civil, numa casa nortuna da cidade no último dia 8. “Com o retorno financeiro da festa, projetamos o que vamos gastar durante o ano”, diz. O Conseg também planeja comprar uma câmera filmadora para auxiliar o trabalho dos policiais e fazer a reforma das Bases Comunitárias Centro e Sul.