Bairros

Recuperação está para ser iniciada

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O secretário municipal de Obras, Antônio Carlos Duarte, espera para entre hoje e amanhã o início das obras de recuperação da ponte Ayrton Senna. “Já fizemos contato com a empresa vencedora da licitação para esta primeira etapa da obra e ela já está trazendo para Bauru máquinas necessárias para iniciar os serviços”, diz.

A empresa vencedora da licitação da primeira etapa da obra é a Sondosolo Geotécnica Engenharia. De acordo com Duarte, serão construídas estacas metálicas tipo mega sob cada um dos pilares da cabeceira do lado do Núcleo Mary Dota. A previsão é que os serviços, que custarão R$ 127 mil, terminem entre 90 e 120 dias.

A próxima etapa para a recuperação da ponte é a construção de estacas do tipo raiz, que vão ajudar na sustentação da estrutura. “Já estamos enviando ao prefeito a licitação da segunda etapa”, diz Duarte. A segunda etapa está orçada entre R$ 170 mil e R$ 180 mil.

A interdição da ponte está prejudicando pelo menos cerca de 30 mil moradores da região do Núcleo Mary Dota que têm carro, que agora precisam andar vários quilômetros a mais, passando pela rodovia Marechal Rondon, para chegar à região do Distrito Industrial. Para reduzir o transtorno, a prefeitura vai construir uma ponte provisória, de madeira, para pedestres, bicicletas e motos ao lado da que está interditada.

Morador do Jardim Carolina e com parentes no Núcleo Beija-Flor, Sebastião Dario passou a usar mais a moto que o carro por causa da ponte interditada. “Essa interdição complicou a vida da gente que precisa passar aqui todo dia. Se eu usar o carro, tenho que dar a volta pela rodovia. Então, prefiro a moto. É um absurdo ainda estar assim. Dizem que a empreiteira vai começar a trabalhar, mas nunca chega aqui”, reclama Dario, que ontem à tarde passava pela ponte provisória.

O morador ressalta que os estabelecimentos comerciais localizados próximos à ponte também estão sendo prejudicados com a interdição. “Tem uma borracharia aqui perto que não recebe mais serviço porque nenhum carro passa na ponte. O pior é que não temos previsão de quando a ponte ficará pronta”, diz.

O gráfico Cláudio Donizete da Silva, que trabalha no Distrito Industrial e mora no Jardim Godoy, também critica a demora na recuperação da ponte. De moto, ele utiliza a passagem provisória, mas frisa que outras pessoas estão sofrendo. “E quem tem só carro, o que faz? Tem que dar a volta”, lembra.

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