Polícia

Doméstica é morta com corte no pescoço

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A doméstica Maria de Fátima Arruda, 44 anos, que morava no Jardim Ouro Verde, foi encontrada morta ontem pela manhã na quadra 4 da rua Antônio Fabri, no Núcleo Fortunato Rocha Lima. Ela estava seminua - sem blusa e sutiã - e apresentava um corte profundo no pescoço, provavelmente feito com uso de arma branca.

Até o final da tarde de ontem, a polícia não tinha pistas concretas de quem e porque matou Maria de Fátima. “Temos algumas suspeitas, mas não podemos divulgar nada por enquanto para não atrapalhar as investigações”, explica o delegado Ronaldo Divino, do 1.º Distrito Policial, onde o homicídio foi registrado.

Aparentemente, Maria de Fátima não apresentava outros ferimentos pelo corpo, além do corte profundo no pescoço. “Solicitamos laudo técnico que poderá apontar se há vestígios de violência sexual ou outros ferimentos pelo corpo”, frisa o delegado, que considera prematuro relacionar o caso a um crime sexual apesar de a vítima ter sido achada seminua. “Vamos ouvir os familiares e aguardar o laudo para verificar se há algum fundamento em crime sexual”, completa.

A aposentada Maria Macena, mãe da vítima, moradora da favela São Manoel, muito abalada, conta que viu Maria de Fátima pela última vez no sábado. “Ela veio aqui em casa sábado. Depois disso, soube que ela foi a um forró no Fortunato, onde mora minha outra filha. Nesse forró ela saiu com um rapaz. E hoje (ontem), a polícia veio dar a notícia”, diz.

Maria Macena relata que sua filha costumava ingerir bebida alcoólica, fato que ela acha que pode ter facilitado a ação do autor do crime. “Ela não mexia com ninguém, não brigava. Só bebia umas pingas e ficava pela rua, não ia trabalhar. Podem ter se aproveitado disso”, frisa. Maria de Fátima tinha três filhos e três netos e era solteira.

O último caso de assassinato de mulher em circunstâncias semelhantes em Bauru foi em abril deste ano, no Núcleo José Regino (Bauru 25). A auxiliar administrativa Márcia Aparecida de Lima Silva, 28 anos, foi achada morta, dentro de sua casa, com uma facada no pescoço. O caso ainda está sendo investigado pelo 4.º Distrito Policial.

Na área do 1.º DP, o último caso semelhante foi de uma pessoa do sexo masculino cujo corpo foi achado enterrado dentro de uma sala de esportes do Instituto Penal Agrícola (IPA), em 2001. Ele teve o pescoço cortado, além de sofrer vários ferimentos pelo corpo. Até agora, apesar das várias tentativas do delegado Ronaldo Divino, a vítima não foi identificada.

A suspeita era que se tratava de um reeducando do IPA, mas as impressões digitais e outros exames feitos no corpo não batiam com nenhum dos reeducandos ou outra pessoa que tenha desaparecido na mesma época.

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