Economia & Negócios

Seleção para 20 empregos atrai cerca de 2 mil pessoas

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

Cem candidatos por vaga. O número pode parecer o da concorrência para um vestibular de medicina, mas é o da média de concorrentes a uma das 20 vagas de vendedor, operador de caixa ou auxiliar de cobrança na nova unidade do Magazine Luiza em Bauru. Ontem, cerca de 2 mil pessoas compareceram à seleção de pessoal realizada pela empresa na sede do Sindicato do Comércio Varejista (SinComércio), na avenida Nações Unidas.

A empresa vai inaugurar, em breve, uma loja na quadra 6 do Calçadão da Batista de Carvalho. De acordo com o gerente da unidade, Wilson Augusto Conte, os salários devem variar de R$ 600,00 a R$ 800,00 mais benefícios, como tíquete-refeição, plano de saúde e bolsa de estudo.

Desde o início da manhã de ontem, funcionários da empresa distribuíram senhas para a grande fila que se formava em frente ao Sincomércio. Segundo Conte, foram entregues 1.200 senhas para candidatos que deveriam assistir a uma palestra de apresentação da empresa e preencher um formulário de inscrição. Quem não recebeu a senha deveria entregar um currículo no local. Para o gerente da empresa, o número de candidatos que se apresentaram foi bem maior que o esperado.

Na fila, a maioria dos que pleiteavam uma vaga era formada por mulheres que aparentavam não mais do que 20 anos de idade. A concorrência jovem, no entanto, não intimidou a secretária Maria Teresa Pola, 43 anos, há dois anos desempregada. Para ela, sua experiência é um bom diferencial. “As empresas estão mudando um pouco de idéia. Às vezes, quem tem mais experiência sai em vantagem”, aponta.

A secretária, que tem curso técnico, afirma que o emprego viria em uma boa hora. “Meu marido foi demitido no mês passado, e aí? Agora estamos os dois desempregados”, conta Maria Teresa.

Para grande parte dos candidatos, a abertura das vagas é uma oportunidade de conseguir o primeiro emprego, apesar da concorrência alta. “É muita concorrência, mas vale a pena tentar. Em qualquer lugar que você for procurar na cidade o salário nunca chega a esse”, diz Mara Rejane da Silva, 18 anos, que concluiu o ensino médio.

Para Emiliza Carolina Corrêa da Silva, 21 anos, a obtenção de uma vaga de trabalho seria a chance de retomar o curso de letras, que ela teve de trancar por não conseguir pagar as mensalidades após ser demitida do emprego anterior. Ela conta que já deixou currículos em diversas empresas, mas até agora não recebeu um aceno positivo. “Na situação em que eu estou, o que aparecer é lucro”, diz.

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