O estudo da Seade mensurou uma realidade já observada pelos profissionais que trabalham com a terceira idade: a maior longevidade das mulheres. O estudo revela que na região de Bauru a expectativa de vida da mulher em 2000 é de 75 anos e 6 meses, sete anos e seis meses a mais que a do homem, que é de 68 anos.
De acordo com a assessoria de imprensa da Seade, a maior incidência de mortes violentas entre a população masculina explica, em grande parte, o menor aumento de esperança de vida para os homens do que para as mulheres nos últimos 20 anos. Os homens são mais atingidos pela violência urbana, como homicídios e acidentes de trânsito.
O médico geriatra Júlio Horta afirma que além dos homens estarem mais sujeitos a mortes violentas, há uma corrente que atribui a maior longevidade das mulheres a um fator genético. “As mulheres, por terem cromossomos X, são mais protegidas. Elas são geneticamente beneficiadas”, diz.