Bairros

Relações de vizinhança se mantêm

Da Redação
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Comemorado hoje, o Dia do Vizinho é uma data especial para muitas pessoas, mas principalmente para aqueles que moram ao lado de familiares. É o caso do empresário Valdir Cosso, que mora em um ponto estratégico: no meio das casas de sua filha e do seu filho, seus únicos herdeiros.

Proprietário de um terreno localizado no Jardim Brasil, Cosso construiu, há 12 anos, três casas para acomodar toda sua família. “Como a gente sempre se deu muito bem, resolvi colocar todos ao meu lado”, explica.

Para o empresário, a convivência com os vizinhos não poderia ser melhor. Além de se verem diariamente, os familiares sempre podem desfrutar da companhia constante das pessoas queridas. “Existe uma passagem pelos fundos de uma casa para a outra. Meus netos estão todo dia em casa, almoçamos juntos todos os domingos”, conta Cosso.

Ele afirma que a experiência de morar perto dos parentes é tão boa que ele não pensa em sair do bairro. “Meu filho vivia em um apartamento quando ele se casou. Quando as crianças nasceram ele achou melhor mudar para a casa. Acho que meus filhos vão ficar para sempre ao meu lado, se Deus quiser”, revela Cosso, emocionado.

O casal Silvia e Carlos Previdello também adora a vizinhança. Eles moram em um prédio localizado no Altos da Cidade e tem como vizinhas as tias de Carlos, Dirce e Maria, que moram sozinhas, mas cada uma em um apartamento.

Segundo Silvia, uma das tias é viúva e a outra é solteira. “Elas são vizinhas, moram no 201 e 202, e se dão superbem. As tias tomam café e almoçam juntas, inclusive têm a mesma empregada”, conta. “Mas apesar disso, preferem viver em duas casas diferentes, para preservar a privacidade de cada uma”, explica.

Na opinião de Silvia, que mora dois andares acima das tias, o fato de tê-las como vizinhas ajuda a aproximar a família. “Elas são uns amores. Mesmo quando não vou visitá-las, sempre encontro as tias na garagem ou nos corredores”, diz.

Outro hábito interessante é a troca de sobremesas. “As tias sempre mandam bolos, manjares e eu também mando doces”, comenta Silvia.

Tradição

O Dia do Vizinho foi criado há mais de 30 anos, pela poetisa, escritora, humanista e pensadora Cora Coralina, que morreu em 1985, com 95 anos de idade. Sua nora, Nize Garcia Bretas, que mora em Bauru, segue a tradição familiar e já realizou diversas festas para comemorar a data.

Bretas, que vive com o marido, o coronel Cantídio Bretas Filho, filho de Cora Coralina, revela que como não tem parentes na cidade, encontra nos vizinhos seus verdadeiros amigos. “O vizinho é muito importante na vida de todo mundo. Ele está sempre por perto, em todas as horas”, afirma.

Segundo Bretas, que mora há 30 anos em uma casa localizada no Jardim Brasil, a data deve ser festejada por toda a comunidade. “As pessoas só ficam pensando em si próprias e em seus problemas e esquecem como é importante manter contato com seus vizinhos”, diz.

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