Bairros

Nova diretoria da Associação dos Maçons de Bauru e Região tomará posse hoje

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Em comemoração ao Dia do Maçom, celebrado hoje, os integrantes das lojas maçônicas e seus familiares participam de um jantar na Associação Luso-Brasileira. O evento apresentará a posse da nova diretoria da Associação dos Maçons de Bauru e Região (Soma), que congrega também as lojas de Avaí, Agudos, Duartina e Lençóis Paulista.

De acordo com Sílvio Orti, membro da Loja Maçônica Antônio Francisco Lisbôa (Aleijadinho) há cerca de 10 anos e novo presidente da Soma, a associação é formada atualmente por 18 lojas, com cerca de 900 irmãos congregados na região. Bauru tem 13 lojas, sendo que a mais antiga, a Loja Arquitetos de Ormuz, tem mais de 100 anos, assim como a loja de Avaí, a mais antiga da região.

A grande maioria das lojas ainda traz apenas membros do sexo masculino, mas já existem cerca de 12 entidades mistas no Brasil, com participação efetiva de mulheres. Em Bauru, são duas lojas mistas, com mais de 30 anos de existência.

“Comemorando o Dia do Maçom, vamos dar partida à nova diretoria da associação. Nosso objetivo é dar uma tônica mais acentuada na divulgação de nosso trabalho, para que a população tome conhecimento da intensa participação da Maçonaria na busca por uma sociedade mais justa”, diz Orti.

O novo presidente destaca a atuação da diretoria cessante, em especial do presidente Ubirajara Negrão. “A entidade não pode perder sua autonomia e o espaço que ocupa na sociedade, e só não desapareceu em razão de alguns irmãos que a mantiveram viva, com muito trabalho”.

A Maçonaria não é uma sociedade secreta, como muitos acreditam. Orti afirma que os temas que são de interesse particular dos membros, como sua filosofia, são mantidos em discrição. “A Maçonaria é discreta. Há os trabalhos sociais, filantrópicos, dos voluntários que visitam os hospitais para dar conforto aos enfermos. Somos discretos no que interessa somente aos membros e abertos no que a sociedade pode se beneficiar com nosso potencial”, esclarece.

No passado, segundo o novo presidente, o caráter secreto da instituição era necessário devido às condições políticas. Na época da escravidão, por exemplo, os maçons compravam escravos somente para colocá-los em liberdade, distantes dos fazendeiros ou da guarda policial.

A Maçonaria não é uma instituição religiosa ou ligada à qualquer crença, mas aberta a membros de todas as religiões, de acordo com o novo presidente. “Os maçons têm, por excelência, um comportamento ético e moral, de devoção à família e a crença em Deus, um ser supremo”, conclui.

Surgida na Idade Média, a Maçonaria aceitava apenas homens de alta posição social e elevado grau de escolaridade, como músicos, filósofos e políticos. Atualmente, a entidade requisita que seus membros sejam justos, de bom caráter e sem preconceitos, com boa-vontade e voltuntários para participar em projetos sociais, com boa ligação com sua família e dispostos a estudar sua filosofia.

Comentários

Comentários