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Cenário brasileiro


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Quando bem acompanhados entre familiares presentes (cunhado, cunhada e sobrinhos), participamos de uma larga e saudável viagem marítima pela costa brasileira, de 9 a 18/12/1997 (do último milênio). A viagem ocorreu ao ensejo de uma liberação do governo federal Fernando Henrique Cardoso, quando – se não me falta a memória, houve por bem credenciar empresas internacionais de grande calado, dedicadas ao exercício da navegação do turismo, nos limites marítimos, incluindo algumas ilhas, tal como a do arquipélago Fernando de Noronha.

A partida do turismo ocorreu saindo da linda cidade de Fortaleza (capital cearense). Ali vivemos a oportunidade de dar início à inauguração do primeiro cruzeiro marítimo “Premier Cruizes” a bordo do do navio europeu de nome S.S. Rembrandet em águas brasileiras. Embarcados no suntuoso navio, cujo casco de 228 metros de envergadura longitudinal foi construído em 1958, registrado na Holanda. Dotado de excelente luxo, de acomodações e cabinas para 1.400 hóspedes, além de 600 tripulantes e médico a bordo. E conduziu-nos inicialmente de Fortaleza (rumo leste), buscando atracar no antigo arquipélago de Ferrnando de Noronha (já no distrito de Recife), para dali retornar rumando pela costa brasileira e atracando nos seguintes portos: Recife, Maceió, Salvador, Rio de Janeiro, encerrando o roteiro em Santos.

Minha primeira e única chegada a Fernando de Noronha não seria apenas a minha, mas com certeza para os demais participantes do cruzeiro marítimo no “Premier Cruizes” que, certamente, teria sido maravilhoso para tantos embarcados. Particularmente, me foi importante a primeira noite de navegação, notadamente ao abrir a escotilha às 6 da manhã seguinte (9/12/97), - conforme o previsto – com o S.S. Rembrandt atracado de fronte ao suntuoso penhasco negro e disforme em Fernando de Noronha. Naquele instante, afluiu-me a cidadania e pensei comigo mesmo: meu Deus, aqui ainda é Brasil...

Nossa particular alegria de pisar em terra, entretanto, começou assim que o comandante Wue Bunsen, ao deixar sua confortável cabina, foi informando que ali em Fernando de Noronha não havia porto para atracar... Mas, como há sempre algum jeitinho humano, às 7h muitos de nós observavam (das torres do navio) o penhasco, presenciando a aproximação do Prático de Fernando de Noronha, incumbido de receber e abordar o navio. E nos bastidores se procede o credenciamento e liberação do barco para atracar, de acordo com o programa previsto.

A falta de porto, entretanto, foi superada pela boa vontade da tripulação, conhecedora de expedientes de “quebra-galho”, utilizando de imediato escadas especiais para tais circunstâncias, atreladas, do piso alto do navio, às barcaças e daí ao piso das escunas a um pequeno pier, também atrelado à barcaça. Dali, andando em chão empedrado, chegamos aos veículos (bugies) fretados, rumando à praça da Igreja, à antiga casa da administração, algo para comer (muito mal serviço debaixo de ralos arvoredos), algumas peças ofertas de vestuário, bandeiras e fotos etc.

Quem for conhecer Fernando de No- ronha encontrará ali beleza apenas quanto à posição dos penhascos no mar aberto. Entretanto, a Veja (31/12/2002) publicou: “Lindo, caro e sujo. Obras malsucedidas e descaso ambiental pioram a estada de quem visita Fernando de Noronha”. –Fico por aqui.

O autor, José Almodova, é jornalista.

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