Geral

Sebes faz estudo socioeconômico de famílias carentes no Ferradura Mirim

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

A Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) está realizando um levantamento no bairro Ferradura Mirim com o objetivo de detalhar a atual situação dos moradores. Ontem pela manhã, a secretária Darlene Tendolo se reuniu com representantes dos moradores do bairro para discutir o andamento do estudo.

O Ferradura Mirim é um dos maiores bolsões de pobreza de Bauru. O estudo social, de acordo com a secretária, será desenvolvido em conjunto com a Associação de Moradores do Ferradura Mirim e o Núcleo de Apoio à Família (NAF), que vem atuando na área há mais de dois anos.

“É uma ação conjunta, com a parceria dos moradores e do NAF. A Sebes vai orientar sobre como o estudo pode ser corretamente conduzido, enquanto a associação de moradores e o NAF apresentam a posição da comunidade”, explica Darlene.

O estudo foi motivado pela confusão gerada na semana passada, na entrega das cestas básicas arrecadadas pelos Correios dentro do programa Fome Zero. Os moradores alegaram que a distribuição, coordenada pelo NAF, foi desorganizada pois muitas pessoas ficaram sem receber os alimentos enquanto alguns conseguiram levar duas cestas para casa.

“O que aconteceu foi uma falta de informação para a população. A campanha Fome Zero foi um ponto emergencial, para atender as famílias que realmente necessitavam do alimento naquele momento”, diz a secretária. Foram distribuídas 90 cestas no bairro, de um total de 15 toneladas de alimentos coletadas pelos Correios na cidade.

“As famílias cadastradas pelo NAF já recebem cestas e outros auxílios normalmente. O NAF está constituído naquela área há mais de dois anos, realizando o atendimento social”, esclarece.

Darlene conta que a associação de moradores entregou à Sebes uma lista, motivada pelo tumulto, com os nomes de 240 famílias do bairro que estariam passando por uma situação financeira delicada. O estudo pretende verificar, nesta lista e entre outras famílias do bairro, quem já é atendido por algum programa de auxílio social, quem foi atendido no Fome Zero e as pessoas que necessitam de alimentos e outros tipos de ajuda mas ainda não estão cadastradas.

“Esse levantamento social permitirá que seja feita uma avaliação de quais providências deverão ser tomadas”, indica a secretária.

A situação no Ferradura Mirim não é única na cidade, de acordo com Darlene. Os bolsões de pobreza estão espalhados por todas as regiões de Bauru, e a secretária crê que o número de famílias necessitadas só tende a crescer. “Pessoas de toda a região, de todo o Estado, migram para Bauru à procura de emprego, com perspectiva de uma vida melhor. Isso amplia a demanda que a Sebes tem de atender”, relata.

A participação das comunidades, como vem acontecendo no Ferradura Mirilm, seria, na opinião da secretária, uma maneira dos trabalhos sociais tornarem-se mais efetivos. “Com a colaboração dos moradores, que estão preocupados com sua situação e de sua comunidade, e uma organização correta nos estudos, apontando o que acontece realmente em cada região, será possível desenvolver as ações corretas. Os moradores têm de saber usar os equipamentos municipais, com a nossa ajuda, para termos uma resolutividade dos problemas”, aponta Darlene.

A Sebes se reúne com a associação de moradores do Ferradura Mirim na próxima segunda-feira, para estabelecer as metas do levantamento das famílias.

Comentários

Comentários