Economia & Negócios

Contra reforma, Unesp pára por tempo indeterminado

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

O câmpus da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru está em greve por tempo indeterminado em protesto contra a reforma da Previdência. A paralisação foi decidida na tarde de ontem, em assembléia realizada por professores e funcionários. Os alunos estão sem atividades desde terça-feira.

Além do câmpus de Bauru, as unidades da Unesp de Assis, Marília e Ilha Solteira estão paralisadas. Os professores e servidores de Araraquara também devem votar pela continuação da greve. Na segunda-feira, está agendada uma nova assembléia em Bauru, desta vez de “avaliação”.

Anteontem, representantes do câmpus de Bauru estiveram em Brasília e participaram de uma manifestação contra a reforma que reuniu, de acordo com a Polícia Militar (PM), cerca de 8 mil pessoas ligadas ao ensino público. Além de três ônibus da Unesp, a marcha foi engrossada por seis ônibus da Universidade de São Paulo (USP) e seis da Universidade de Campinas (Unicamp), que levavam docentes, funcionários e alunos.

Para o presidente da Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp), Milton Vieira do Prado Júnior, como a votação em segundo turno foi adiada para a próxima semana, há possibilidade de obter mudanças no texto da reforma. “A mobilização de greve terá o ponto máximo na semana que vem, quando será a votação. A gente ainda acredita que, pela mobilização, possa haver reversão desse quadro”, diz.

De acordo com Prado, as associações de docentes e funcionários das três universidades paulistas - que congregam o Fórum das Seis - acreditam que, se houver alterações no texto, haverá tempo hábil para mobilizar ainda outros setores contra a reforma. Isso porque qualquer mudança implica no retorno do texto às comissões da Câmara.

O presidente da Adunesp afirma que, conforme está, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 40 não garante a integralidade dos salários, o que só seria definido após a aprovação em um texto complementar.

Outra questão envolve o impedimento do pedido de aposentadoria em não menos de dez anos após o ingresso em uma categoria de salários. De acordo com Prado, as associações - como a Associação Nacional de Docentes do Ensino Superior (Andes) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) - querem a redução do prazo.

Ainda segundo Prado, a taxação dos inativos e o fim da paridade entre salários de aposentados e trabalhadores na ativa são outros tópicos que os docentes e funcionários pretendem derrubar.

Comentários

Comentários