• Crescimento
Passado o período de expectativas em relação à inflação e sobre como a economia iria se comportar no primeiro semestre de um novo governo federal, o mercado se prepara para o início do “espetáculo do crescimento econômico” previsto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a inflação sob controle e vários índices registrando inclusive deflação, já se vislumbra uma curva ascendente com esses resultados.
• Renda
É exatamente esse cenário que tem estimulado entidades representativas da classe trabalhadora, como centrais sindicais, a participar de tudo isso. Para elas, é preciso criar medidas que favoreçam a elevação da renda e a redução de juros. Para a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o que falta é dinheiro em circulação para que as pessoas tenham condições de comprar. Isso resultaria no aumento da demanda ao setor produtivo, que também já se prepara para novos tempos.
• Reativação
Com o objetivo de fazer a sua parte para colaborar com o crescimento econômico do País, a CUT e outras centrais sindicais já estão programando reuniões para elaborar uma pauta de reivindicações visando a reativação da economia. Entre as idéias já divulgadas está a utilização de recursos do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT) e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para financiar a compra de bens de consumo.
• Juros
Mas a própria CUT sabe que isso não será suficiente. O presidente da entidade, Luiz Marinho, disse que não adianta ter crédito na praça se o dinheiro não for disponibilizado pelos bancos a juros menores. A solução da CUT para a redução do spread é a criação de linhas de crédito para um público que ofereça o menor risco de inadimplência. Estariam neste perfil os aposentados e pensionistas do INSS e os trabalhadores que recebem seus salários por meio de depósito em conta corrente.
• Salários
Para Luiz Marinho, os bancos poderiam reduzir os juros do dinheiro colocado em circulação tanto para os trabalhadores quanto para os aposentados, pois existe a garantia do depósito mensal dos salários e benefícios desse público. As reivindicações do setor trabalhista estão previstas para serem apresentadas na próxima reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), marcada para hoje.
• Construção
Ainda falando sobre reaquecimento de mercado, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) quer reativar o setor de construção de imóveis. Uma importante constatação foi feita recentemente pelo presidente da entidade, Paulo Simão, de que as regras existentes atualmente neste segmento dificultam a venda de imóveis novos e na planta. Essa realidade tem impedido tanto as construtoras quanto os mutuários a fechar negócios de financiamento de imóveis.