Economia & Negócios

Bancários fazem manifestação em frente ao Banco do Brasil

Da Redação
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O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região e alguns funcionários do Banco do Brasil (BB) protestaram na manhã de ontem, em frente à agência central do BB. Eles exigem que a diretoria do banco participe das mesa de negociações da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) - que está sendo realizada hoje - e cumpram a Convenção Coletiva de Trabalho, que determina, entre outros itens, aumento do piso salarial.

A manifestação, que teve início às 10h30, foi pacífica e não prejudicou o atendimento bancário para o público. De acordo com o superintendente regional do BB, Marcelino Canelada Campo, as máquinas e os terminais eletrônicos permaneceram abertos para o público. “Apenas alguns funcionários aderiram ao protesto”, diz.

Roberto Maquini, diretor do sindicato e que também é funcionário do BB, explica que a categoria bancária quer que o banco compareça às negociações e atenda às reivindicações dos trabalhadores. “Nós queremos que o BB siga a Convenção Coletiva de Trabalho, que á e mesma dos bancos privados, como o Bradesco, Itaú e Banespa”, detalha.

Entre as principais revindicações defendidas pela categoria estão o reajuste salarial de 21.5%, contratação de empregados. “Hoje para se ter uma idéia o piso de ingresso no BB é R$ 600,00, menor do que na maioria dos bancos, alguns chegam a R$ 800,00”, aponta Maquini. “Exigimos também aumento do número de funcionários para atender melhor o público”, diz.

Além desses itens, os bancários reivindicam o aumento da cesta alimentação e tíquete; a Participação nos Lucros e Resultados (PLR); e implantação de um Plano de Cargos e Salários (PCS). “O BB retirou nosso PCS. Os novos funcionários não têm licença-prêmio e uma série de direitos que os mais antigos ainda têm. Nós queremos igualdade”, ressalta Maquini.

O superintendente regional do BB afirma que a decisão de participar das negociações não pertence à diretoria do banco, mas ao Governo. “O BB é uma empresa de economia mista, onde o Governo é o maior acionista”, justifica Campos.

O superintendente afirma que as negociações do BB são realizadas através da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Crédito (Contec). Ele explica que para realizar discussões pela Fenaban, o banco precisa ter o aval do Governo. “Há vontade do banco para que as reivindicações sejam atendidas, mas não depende de nós. Não temos autonomia para isso”, aponta.

Banespa

O Sindicato dos Bancários realiza hoje uma manifestação em frente à agência do Banespa, localizada no Altos da Cidade. De acordo com o diretor do sindicato, Marcos Silvestre, os bancários protestam contra a demissão sem justa causa de uma funcionária da empresa privada.

Silvestre conta que a paralisação deve durar o dia todo e serão entregues distribuídos panfletos aos clientes, denunciando a postura do banco.

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