Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

• Provocação

Em negociação realizada ontem, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou proposta de reajuste salarial de 9% para os bancários. A categoria reivindica reposição de 21,58%. Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, a proposta dos bancos é uma “provocação”, já que o índice solicitado representa reajuste menor que o da inflação no período.

• Cláusulas

Os bancários, que têm data-base em setembro, também reivindicam garantia de emprego, participação nos lucros e resultados (PLR) e ampliação do horário de atendimento ao público com objetivo de reduzir a jornada de trabalho para implantação de dois turnos, além de outras cláusulas econômicas e sociais. O diretor do sindicato Marcos Lenharo disse ao JC que os bancos não têm justificativa para não dar o reajuste pedido pela categoria, já que registram lucros “astronômicos”.

• Demissão

Ainda segundo informações do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, a paralisação que seria realizada ontem em frente à agência do Banespa/Santander na Praça Portugal foi suspensa após a diretoria de Relações Sindicais e a gerência regional do banco anunciarem a readmissão de uma funcionária demitida sem justa causa há cerca de três semanas. A decisão foi tomada às 8h30. Diante do anúncio do banco, o sindicato resolver suspender o protesto.

• Refis

O prazo para adesão ao Programa de Recuperação Fiscal, o Refis 2, termina no próximo dia 29. O Refis permite que empresas e pessoas físicas em débito com o INSS possam quitar suas dívidas em até 180 parcelas mensais (dependendo do valor da dívida). Especialistas alertam para que os devedores fiquem atentas à data e não deixem para última hora, pois correm o risco de não conseguir protocolar a inscrição. A adesão pode ser feita nos sites www.receita.fazenda.gov.br ou www.pgfn.fazenda.gov.br.

• Exigências

Ao contrário do primeiro Refis, o atual não prevê que o devedor disponha de seus bens em garantia. Além disso, as multas serão reduzidas em 50%. Mas a adesão requer algumas exigências. Se o contribuinte deixar de pagar as parcelas durante três meses consecutivos ou seis alternados, estará automaticamente excluído do Refis e não poderá mais participar de programas semelhantes até o final de 2006.

• Parcelas

Se a empresa deve apenas ao INSS, a parcela será, no mínimo, de 1,5% do faturamento mensal (empresas de médio e grande porte terão que pagar pelo menos R$ 2.000,00 mensais). Se a adesão ao Refis também incluir dívidas com a Receita Federal, a parcela cai para 0,75% do faturamento mensal. O reajuste das parcelas será feito com base na variação da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). Podem entrar no Refis apenas dívidas acumuladas até 28 de fevereiro passado.

Comentários

Comentários