Tribuna do Leitor

Homenagem


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Escrevo estas palavras em homenagem ao nosso querido Pedrão. “Difícil dizer o que você representava para mim, o quanto era importante para a família, para o BAC, para o esporte, para a Jopema, para o ramo de seguros, para os amigos, para Bauru. Alguns dizem que ninguém é insubstituível. Eu não acredito nisso. Você era único. Dificilmente encontraremos em vida um homem semelhante a ti. Dono de uma capacidade invejável de administrar o tempo (muitas vezes fazia duas ou três coisas na mesma hora - todas bem feitas), prático, dinâmico, honesto, leal, lutador, corajoso, criativo, inteligente, verdadeiro, profissional, simples, religioso, autoritário (às vezes rude), centralizador, polêmico, não fazia questão de agradar a todos, mas sempre dizia o que pensava (com sinceridade); bem sucedido, homem que não gostava de meias palavras, que resolvia os seus problemas na hora, amigo! Você era uma mistura disso tudo.

Para os baqueanos era o Pedrão, para a família, Pedro ou Pedrinho; para os colegas e amigos de trabalho era conhecido por Macéa. Adorava estar na estrada, dizia que se sentia bem quando viajava, e ela, impiedosamente, foi quem te levou aos braços do PAI. Quem te conheceu de verdade sabe a falta que você fará, em todos os segmentos e em todas atividades que exercia. Nós, baqueanos, temos a consciência de que perdemos não só o “Pedrão do BAC”, mas sim o melhor dirigente que o clube já teve. Um dos maiores de Bauru e do Brasil. Eu presenciei suas obras no clube, seu pioneirismo na década passada, sua coragem e criatividade, seu esforço, sua honestidade. Presenciei sua luta para conseguir patrocínio para o vôlei e, com isso, manter o nome do BAC conhecido fora de Bauru; sua luta inesgotável para manter o clube vivo e sadio.

Aprendi muito com você, todos aprendemos. Dentre muitas coisas, aprendi a enxergar que a vida é cheia de percalços e que, com garra e coragem, podemos lutar para sairmos vitoriosos. Para você, a esperança sempre existia. Você não desanimava jamais. Quando cansava, buscava uma forma de levantar e seguir com seus projetos. Você era um homem de sorte, um iluminado. Poucos conseguiram construir, em tão pouco tempo, o que você conseguiu.

Embora ainda a dor e a revolta estejam presentes, acreditamos que DEUS precisava de você junto dele nesse momento (pega leve hein!!). Isso nos conforta um pouco e nos faz seguir adiante. Espero que todos no clube possam entender as mensagens que você nos deixou e que, juntos, num único objetivo, possamos continuar lutando pelo esporte e para manter o BAC sempre vivo e sempre sadio. Esse era seu sonho. Tentaremos continuar a sua luta. Com certeza, você será lembrado a cada evento no BAC. Em cada disputa, em cada festa, nas rodinhas com os amigos, iremos sempre falar de ti. Você acreditava em algo mais, acreditava que não acabávamos aqui. Existia algo além desse mundo que não compreendia, mas que você acreditava ser real, sem bom. Eu também acredito. Suspeito que você já conseguiu as respostas “indecifráveis” para as inúmeras perguntas que sempre tinha em mente. Crente de que você está ao lado de DEUS PAI, desejo muita luz ao seu espírito. Descance em paz amigo! Muito obrigado por tudo (já lhe disse isso em vida). Quando puder, olhe por nós. Até um dia...!” (Ricardo Manrique Barone, em nome de todos os funcionários, diretoria, amigos e associados do Bauru Atlético Clube)

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