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Tratamento inclui remédios e terapia

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 1 min

O tratamento dos distúrbios compulsivos exige uma atuação conjunta de medicamentos e psicoterapia. De acordo com a psiquiatra Elaine Oliveira, os remédios são necessários para reduzir a ansiedade e a depressão – muito comuns nestes pacientes.

Ela salienta que a compulsão manifesta-se sob três aspectos: o psicossocial – quando a pessoa vê comportamentos alterados na família e repete aquelas atitudes; o psicodinâmico – quando a pessoa apresenta baixíssima resistência e tolerância à frustração e, por isso, busca gratificações constantemente em ações compulsivas; e os aspectos biológicos.

Os aspectos biológicos são caracterizados por deficiência na produção de determinadas substâncias presentes no cérebro (serotonina, noradrenalina e dopamina), que controlam algumas sensações.

“Se os exames mostram essas alterações, é preciso usar medicação para dar alívio ao paciente. São pessoas que não suportam a dor. Então, ao menor sinal de sofrimento, depressão ou ansiedade, elas podem ter uma recaída. O remédio atenua isso e dá condições para que o profissional trate a pessoa psicoterapeuticamente”, justifica.

A psicoterapia vai tentar conscientizar o doente de que o que ele está buscando está dentro dele e não nos objetos que ele compra. Ele vai ter que descobrir o que está faltando para, aí sim, procurar preencher o vazio de maneira adequada.

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