Política

Unesp adota avaliação anual

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

Desde julho de 1999, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) adota em suas unidades, inclusive no câmpus de Bauru, um sistema de avaliação anual de funcionários conhecido como Acompanhamento de Desenvolvimento Profissional (ADP). A finalidade é traçar metas que possam contribuir para a melhoria dos serviços prestados.

O administrador universitário da área de recursos humanos da Unesp, José Munhoz Fernandes, acredita que a principal vantagem do ADP é a interação entre chefes e funcionários. “Em todas as etapas do sistema, eles se reúnem para conversar”, revela.

Segundo ele, o primeiro passo é o planejamento, feito no início do ano. Ao longo dos meses, são realizados encontros para se discutir como os objetivos estão sendo desenvolvidos. No final do período, as duas partes avaliam se as metas puderam ser alcançadas. “Como foi um processo conjunto, é possível fazer uma análise mais justa e coerente”, opina.

Fernandes explica que o servidor que consegue cumprir o que foi proposto recebe dois tipos de estímulos. “São eles o financeiro, que está vinculado à carreira, e o próprio desenvolvimento enquanto pessoa e profissional”, afirma.

Já os que não atingem esse estágio passam a ser acompanhados mais de perto. “Você oferece cursos, programas de capacitação e, até mesmo, o redirecionamento de função. Aquele que estiver com desempenho muito inferior ao que está sendo exigido vai receber um tratamento especial do chefe para que melhore no próximo ciclo”, declara.

Resultados

O administrador diz que, até agora, os resultados do ADP têm sido positivos. “Em que pese a dificuldade de se implementar um sistema desses em uma universidade grande como a Unesp, que tem câmpus espalhados por várias cidades, e também os senões que o servidor público possa apresentar, as resistências são muito pequenas”, opina.

Fernandes afirma que outro ponto importante para a valorização do funcionário da Unesp são os chamados concursos internos, que possibilitam a ele mudar de cargo. “Desde 1998, quando foi implantado o plano de carreira, ele não precisa mais ficar eternamente naquela função. Os que se esforçam e conseguem um bom desempenho, melhorando a sua escolaridade, por exemplo, podem se candidatar”, explica.

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