Bairros

Instituto Pólis defende cooperativismo

Rose Araujo
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As saídas individuais para a crise financeira são apenas paliativas e podem não produzir um resultado satisfatório para a sociedade. A opinião é de Silvio Caccia Bava, diretor do Pólis - Instituto de Estudos, Formação e Assessoria em Políticas Sociais.

De âmbito nacional, a instituição atua no campo de políticas públicas, visando a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável.

Para Bava, as iniciativas isoladas não ajudam a sociedade como um todo a crescer e se desenvolver. “Eu não aposto nessas saídas individuais, porque elas criam a falsa ilusão de que as coisas estão melhorando”, diz.

Ele diz que as pessoas carentes devem unir forças e usar a sua criatividade de maneira mais ampla, lutando pela implantação de políticas que erradiquem de vez a miséria. “Existem soluções viáveis, que podem ser batalhadas em conjunto pelas pessoas necessitadas, gerando benefícios para a sociedade como um todo.”

Como exemplo, ele cita o Movimento dos Sem-Teto, que está mobilizando o País em prol de um assunto grave: a falta de condições para manter uma moradia.

A secretária Municipal do Bem-Estar Social, Darlene Martin Tendolo, concorda com o diretor da Pólis. Para ela, quando discutidas em grupo, as iniciativas funcionam de forma mais adequada. “As pessoas se fortalecem quando lutam juntas”, afirma.

Ela diz que o conceito de comunidade deve começar entre os próprios vizinhos. “Quando se discute soluções em conjunto, o resultado é positivo para todos”, destaca.

Mesmo assim, Darlene aprova as iniciativas individuais, falando que elas são um estímulo para que os cidadãos continuem lutando por uma melhor qualidade de vida. “Elas trazem esperança de um futuro com menos problemas e mais digno”, frisa.

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