Política

Situação vence a eleição da Umesb

Da Redação
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O 7.º Congresso da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Bauru (Umesb) terminou ontem com muito tumulto, agressões e a eleição da chapa “Pra Unificar o Movimento Estudantil”, da situação. Foram 127 votos para a chapa vencedora contra 17 para a chapa “Renovação”, de oposição.

O novo presidente da Umesb, Guilherme Leite, é filiado ao Partido Comunista do Brasil (PC do B) e tem o apoio de Rafael Gomes, o presidente-cessante. A nova diretoria deve permanecer na entidade por 18 meses. O PC do B está no comando da Umesb desde 1993.

O congresso foi realizado na Escola Estadual Ernesto Monte e teve a participação de cerca de 320 alunos do ensino fundamental e médio de escolas públicas e particulares da cidade. Desde sexta-feira de manhã, a organização do encontro cadastrou os delegados e suplentes, representantes dos grêmios estudantis e dos alunos.

Eles foram os únicos com direito a voto na eleição. De acordo com o regimento, foi escolhido um representante e um suplente para cada 100 alunos matriculados. Foram cadastrados 325 delegados, mas somente 144 participaram da eleição. O voto foi secreto, depositado em urna.

No início da tarde, foram discutidas e votadas as propostas mais polêmicas do encontro e das chapas. Era grande o tumulto no Salão Nobre do Ernesto Monte, onde ficaram concentradas as ações do congresso. Havia muitas faixas e bandeiras de partidos políticos e alunos com instrumentos de bateria. Estudantes confirmaram que no período da manhã alguns membros de chapas opostas tentaram se agredir fisicamente e por isso a Polícia Militar foi chamada.

A chapa “Renovação”, derrotada na eleição, é ligada aos movimentos jovens do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e Partido da Causa Operária (PCO). Um de seus coordenadores, o professor Noraldino Chagas Neto, explica que a chapa foi criada justamente para se diferenciar da situação. “A UJS (União da Juventude Socialista) comanda o movimento estudantil em Bauru há 13 anos e instalou um imobilismo aqui. O congresso só está sendo realizado porque houve pressão”, afirma.

Beatriz de Campos, aluna do ensino médio na Escola Estadual Christino Cabral, afirma que muitos membros da atual diretoria já estão cursando faculdades. “Eles não são mais secundaristas, e é isso o que a gente quer mudar. Isto não é permitido porque é uma entidade de estudantes (de ensino fundamental e médio)”, relata. Beatriz também é participante da chapa derrotada.

Segundo Roberto Domingos, da chapa vencedora, todo o processo da eleição foi aprovado no início de agosto, quando foi discutido o regimento para o congresso. Ele afirmou não ter conhecimento de nenhuma irregularidade que tenha ocorrido durante o dia de ontem.

No entanto, os participantes de uma outra chapa, que não conseguiram se inscrever para a eleição, reclamam de que não havia liberdade para formar um movimento de oposição. “A mesa (da organização) não permitiu a inscrição de delegados de grêmios sem atas, mas eles não liberaram as atas das reuniões. Eles são os fiscais deles mesmos”, acusa Mário Sérgio dos Santos, filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e participante do Movimento Pela União e Democracia Estudantil.

O presidente-cessante da Umesb, Rafael Gomes, afirma que o processo do congresso e da eleição foi legítimo e democrático.

Atualmente, Bauru tem cerca de 45 mil alunos no ensino fundamental (de 5.ª a 8.ª série) e no ensino médio na rede pública e particular de ensino.

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