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Reforma faz Emei restringir merenda

Da Redação
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Os alunos da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Lions Club, no Jardim Bela Vista, estão recebendo, há mais de uma semana, somente leite achocolatado e biscoitos como merenda. A reforma da cozinha da escola foi paralisada na semana passada, quando os pedreiros da Secretaria de Obras deixaram a unidade de ensino.

A escola, que tem hoje cerca de 450 crianças de até 6 anos, entrou em reforma no início das férias escolares, no mês de julho. Das quatro salas de aula, três ganharam piso novo e paredes pintadas. Na cozinha, o piso e os azulejos foram arrancados e seriam substituídos, mas os pedreiros foram deslocados para outra obra antes da finalização. Ainda está programada a troca do piso de todo o pátio da escola.

Segundo a diretora da Emei, Ana Maria Brosco de Carvalho, as crianças receberiam leite e biscoitos apenas por alguns dias, até que a cozinha estivesse pronta e os equipamentos, como o fogão e a pia, fossem novamente instalados. “Estamos aguardando a finalização do serviço e pedindo para que os pais tenham um pouco de paciência”, diz. A diretoria conta que os pedreiros que estavam trabalhando na escola disseram que estavam sendo transferidos para as obras da avenida Getúlio Vargas.

Marcelo Alves Correa, que tem um filho de 5 anos matriculado na Emei Lions Club, declara que a situação na escola é realmente delicada. “Muitas crianças não têm outra refeição além da merenda. A escola, desse jeito, está machucada”. Ele diz ter percebido que seu filho teve variação na respiração, provocada pela poeira da reforma. “Ele é alérgico e tem bronquite. Além da cozinha parada, sem fogão, sem pia, o agravante é que a poeira é muito grande”, aponta Correa.

De acordo com o secretário de Obras, Antônio Carlos Duarte, a secretaria não possui equipes suficientes para atender todas as solicitações. “Os serviços são programados e vamos atendendo conforme ocorre a conclusão de outras obras”, diz.

Duarte declara que a reforma da cozinha não estava programada no cronograma inicial. “Precisa ver se a escola tinha os materiais necessários para a reforma. Se não tinha, a obra fica parada até a aquisição dos materiais”, afirma.

O secretário lembra também que a nova cozinha exige um detalhamento das instalações de energia, água e gás para garantir a segurança da escola. “Assim que recebermos as especificações das instalações e tivermos uma equipe, o serviço será terminado, deixando a cozinha adaptada ao que a legislação exige”, comenta.

A diretora Ana Maria responde que todos os materiais necessários para a reforma já tinham sido comprados antes do início das obras e estão estocados em uma sala de aula da Emei.

No entanto, Solange Santos Ferreira dos Reis, secretária municipal da Educação, confirma que a reforma da cozinha foi ampliada além do que previa o plano inicial. Ela espera que as obras sejam concluídas o mais rapidamente possível, para não prejudicar os alunos.

“Temos de fazer as reformas no período de aulas porque as férias de julho são curtas, e no final do ano, as chuvas dificultam muito. Tentamos fazer de uma maneira que não atrapalhe o andamento das atividades da escola”, diz Solange.

“A reforma começou nas férias e invadiu o período de aulas. Se não é possível terminar, era melhor não ter começado a obra. E se eles (pedreiros) terminarem a cozinha, depois quebrarem os banheiros e forem embora de novo? As crianças vão ficar sem banheiro?”, questiona Correa.

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