• Paralisação
Amanhã, data em que se comemora o Dia do Bancário, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região pretende paralisar até o meio-dia oito agências no Centro de Bauru. A intenção é protestar contra o que a “intransigência dos banqueiros” nas negociações salariais. Os bancários estão reivindicando 21,58% de reajuste salarial, mas a proposta feita por meio da Federação Nacional de Bancos (Fenaban) foi de 9%.
• Bancos
As agências que são o alvo da manifestação prevista para amanhã são Bradesco (Ezequiel Ramos com Agenor Meira), Itaú (Ezequiel Ramos), Santander, HSBC, Mercantil do Brasil (1.º de Agosto), BCN (13 de Maio) e Unibanco (agências da Batista de Carvalho e 1.º de Agosto). A paralisação, prevista para atingir várias regiões do País, antecede a próxima reunião com a Fenaban, marcada para o dia 1 de setembro.
• Habitação
A indústria da construção civil quer “afrouxar” a análise de crédito do financiamento imobiliário para que mais pessoas tenham acesso ao sonho da casa própria no Brasil. Para isso, o setor vem negociando com a Caixa Econômica Federal (CEF) uma série de mudanças na análise do risco de crédito dos contratos de financiamento habitacional.
• Recursos
Segundo o vice-presidente do Secovi-SP (sindicato da habitação), Basílio Jafet, a Caixa endureceu as regras de concessão de crédito neste ano, o que estaria tornando cada vez mais difícil para os candidatos a financiamento passar na “peneira” do banco. Prova dessa dificuldade - apontada pelo sindicato - é o total de recursos liberados pela Caixa até agora para o financiamento habitacional.
• Orçamento
Do orçamento de R$ 5,314 bilhões previstos para o ano, 48,72% haviam sido realizados há duas semanas. Do total de R$ 2,890 bilhões que serão financiados com recursos do FGTS, 61,83% já foi utilizado este ano. Por outro lado, as construtoras reclamam da baixa utilização do FGTS no financiamento da produção de unidades habitacionais e para imóveis na planta.
• Na planta
No caso dos imóveis financiados ainda na planta, a carta de crédito da Caixa só é concedida quando a construtora consegue comprovar que 60% do empreendimento já está vendido. Mesmo assim, o Secovi-SP está otimista em relação à intenção da CEF de melhorar as condições de acesso da população ao crédito imobiliário. O dinheiro existe. Falta amenizar a análise do risco de crédito.