Política

Depoentes comentam sobre a vida pessoal de Nilson na CP

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Quatro das sete testemunhas de defesa ouvidas ontem pela Comissão Processante (CP) fizeram comentários sobre a conduta pessoal do prefeito Nilson Costa (PTB).

Para o advogado de defesa, Paulo Lauris, as declarações apontam que não há nada que desabone o chefe do Executivo. Mas para o membro da CP, vereador José Carlos Batata (PT), os testemunhos não alteram o processo porque a vida pessoal do prefeito não está em julgamento.

A CP analisa denúncia de omissão, negligência e improbidade contra Nilson Costa em processos da prefeitura de compra de carne para a merenda escolar. O ex-secretário de Administração, Antonio Gérson de Araújo, declarou que foi dele a decisão de instituir o termo de fiel depositário como instrumento para tentar garantir a entrega futura de gêneros alimentícios para a merenda.

O depoimento do ex-secretário durou cerca de 30 minutos. Ele discorreu sobre a falta de estoque para o armazenamento de merenda em 1998, quando Nilson assumiu a prefeitura pela primeira vez. Os demais depoimentos não excederam a 10 minutos cada. Araújo disse que Nilson não interferiu no processo. O mesmo comentou o ex-Corregedor Geral da Prefeitura, Darcy Bernardi.

Já a dona de casa Matilde Estevan afirmou que não soube da falta de merenda nas escolas nos últimos anos. Ela informou que estuda à noite e recebe a merenda diariamente, assim como dois de seus filhos.

O jurista Damásio Evangelista de Jesus comentou sobre a conduta pessoal de Nilson, com quem se formou na Faculdade de Direito em 1960. Ele também falou da carreira profissional do prefeito e de sua conduta correta.

O delegado aposentado, Aniel Chaves, também elogiou a vida pessoal de Nilson e pregou que “todos merecemos uma segunda oportunidade”. O industrial Marco Antonio Pereira da Silva encerrou os depoimentos do dia reforçando referências pessoais positivas em relação ao chefe do Executivo.

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