Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Recuperação

Um aumento nas vendas registrado em julho na comparação com o mês anterior indica recuperação da atividade industrial paulista. O resultado positivo interrompeu dois meses consecutivos de queda e sugere uma recuperação modesta no segundo semestre. De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), as vendas reais do setor saltaram 4,9% em julho em relação a junho, mostrando que as empresas estão desovando estoques.

• Vendas

O aumento das vendas e a estabilidade da produção abrem caminho para uma recuperação gradual do setor. Analistas de mercado prevêem que a recuperação será lenta. O desempenho da indústria será prejudicado por menores exportações na comparação com o segundo semestre de 2002, quando o câmbio era mais alto e facilitava as vendas externas. Mas internamente, as previsões são de que entre agosto e outubro a atividade da indústria paulista registrará uma melhora gradual, como geralmente ocorre próximo ao Natal.

• Taxas

O efeito da redução das taxas básicas de juros desde junho também deve contribuir para aquecer o setor. Muitos economistas também acreditam que, após um primeiro semestre fraco, a economia e a indústria brasileiras irão se recuperar na segunda metade do ano, sobretudo no quarto trimestre, quando os recentes cortes de juros forem sentidos. No último dia 20, o Comitê de Política Monetária (Copom) surpreendeu e reduziu a taxa Selic de 24,5% (que antes estava dois pontos acima) para 22% ao ano.

• Desempenho

Segundo o levantamento da Fiesp, entre os setores que tiveram bom desempenho em julho está o de material de transporte, cuja atividade cresceu 6,4% contra o mês anterior. No lado contrário, a atividade no segmento têxtil declinou 4,4%. Para este segundo semestre, fabricantes de produtos alimentícios, eletroeletrônicos, brinquedos, calçados e embalagens, entre outros, já se preparam para o crescimento. O varejo também tem comemorado as melhoras na atividade econômica do País.

• À vista

Uma pesquisa feita pela CNT/Sensus revelou que metade dos brasileiros só realizam compras de bens e serviços (roupas, móveis, eletrodomésticos, serviços) se puderam pagar à vista. De acordo com a pesquisa, 50,9% das pessoas só fazem compras à vista, 18,1% compram a prazo se considerarem que os juros não são altos e 26,9% fazem compras a prazo mesmo com juros altos. No levantamento foram ouvidas 2 mil pessoas em 195 municípios, entre os dias 20 e 22 de agosto.

• Preços

Na percepção de 46% dos entrevistados, os preços subiram e vão continuar a subir. Para 26,6%, os preços subiram e vão subir menos a partir de agora. Além disso, outros 17,3% disseram que os preços subiram, mas vão parar de subir. Apenas 2,5% acham que os preços não subiram. Os altos índices de desemprego foram considerados na pesquisa responsabilidade do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) por 40,3%. A inflação é a vilã para 20% dos entrevistados.

• Superávit

O governo central registrou em julho um superávit primário de R$ 1,706 bilhão e cumpriu, com um mês de antecedência, a meta fiscal estabelecida pelo Tesouro para o acumulado do ano até agosto. De janeiro a julho, o superávit primário do governo central - que inclui Tesouro, Previdência e Banco Central - somou R$ 30,905 bilhões, ou 3,52% do Produto Interno Bruto (PIB).

• PIB

Já o setor público consolidado - que inclui governo central, estados, municípios e empresas estatais - tem como meta um superávit primário equivalente a 4,25% do PIB neste ano. Deste total, o governo central responde por 2,45% do PIB. No mês passado, a Previdência Social registrou um déficit de R$ 2,405 bilhões, o maior da história para esse período do ano. O Tesouro fez superávit de R$ 4,141 bilhões, e o Banco Central, um déficit de R$ 29,5 milhões.

Comentários

Comentários