Política

Garmes critica os argumentos para justificar serviço

Nélson Gonçalves
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O vereador Antonio Carlos Garmes (PSDB) disse que ficou estarrecido com as justificativas dadas pela administração para o processo que visa dobrar os custos com serviços terceirizados de consultoria.

Ele ressalta que o secretário de Administração, José Angelo Padovan, e o chefe de Gabinete, Antonio Sérgio Marsola, não poderiam ter feito qualquer menção a respeito da possível contratação da Conam. “Lendo a entrevista de ambos neste jornal, eu pergunto se a licitação foi aberta para a Conam ser a contratada? A finalidade não é a escolha da melhor oferta com a participação de vários interessados?”, questiona.

Para ele, a administração Nilson Costa repete erros em procedimentos. “Como os assessores diretos do prefeito mencionam quem poderia realizar o serviço? Isto seria burla a licitação e importaria em crime. É um absurdo”, reforça.

Garmes ainda critica Padovan por este ter citado que a prefeitura precisa buscar consultoras que não sejam tendenciosas e dirigidas em seus processos. “De maneira alguma os procuradores devem ser considerados tendenciosos. Na minha visão, eles são pessoas corretas, exercem função pública por concurso e têm o dever de lealdade, além de serem dedicados e competentes”, opina.

O vereador salienta que o secretário de Administração jamais poderia falar em isenção. “Os procuradores jurídicos são isentos porque muitas vezes contrariam os interesses do Executivo em processos internos que avaliam serviços, contratos e pendências de todo tipo. É lamentável o ocorrido. O governo Nilson Costa está sem rumo”, conclui.

Existem 23 procuradores jurídicos no quadro da prefeitura. O salário médio de ingresso na carreira no município é de R$ 1.000,00 com alguns benefícios. A prefeitura consome R$ 12.000,00 por mês com a consultoria em vigor atualmente.

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