Quem pensa que só estudantes moram em república está enganado. Morar com amigos também é uma alternativa para profissionais que querem controlar gastos.
Nas repúblicas, as despesas com aluguel e manutenção da casa - limpeza, água, luz, telefone - são divididas entre todos os moradores. Desta forma, o peso da moradia no orçamento pessoal pode ser amenizado.
O designer Emerson Gomes Vanderlei, 31 anos, é um dos profissionais que optou por esse caminho. Depois de se formar, chegou a desistir da república em que morava para dividir uma casa com a namorada, mas posteriormente voltou a morar com amigos.
O profissional argumenta que é melhor dividir os custos da casa a pagar o aluguel sozinho. O fato de voltar a morar com integrantes da banda em que toca também pesou na decisão do designer.
“Além da questão financeira, tem a questão da companhia, da afinidade. É uma casa de amigos”, justifica.
O aspecto negativo da república, na opinião de Emerson, é a falta de privacidade, embora na casa dele cada um dos quatro integrantes tenha seu próprio quarto.
“A contrapartida é que nos momentos em que você está precisando conversar com alguém, sempre tem alguém para trocar uma idéia. De solidão você não morre”, diz.
Emerson salienta que a república ainda é um ambiente que pode ser compatível com pessoas que estão fora do ambiente universitário. “Só se a república for de pessoas que estão fora do ambiente universitário”, frisa.
De acordo com o designer, a bagunça de sua casa é “comedida”. “Não dá para morar com estudante que quer fazer festa e você tem que trabalhar no outro dia. Isso realmente não rola”, destaca.
Apesar dos argumentos favoráveis à república, Emerson confessa que moraria sozinho se tivesse melhores condições financeiras. “Como eu não tenho condições de bancar essa casa, então eu julgo pelos fatores positivos - dos amigos e das despesas menores.”