Saúde

Quando o bebê é de risco

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 1 min

Avaliar o desenvolvimento neuropsicomotor é fundamental quando o bebê apresenta algum risco previamente identificado. De acordo com a terapeuta ocupacional Vitória Steinberg, considera-se bebê de risco toda criança que apresenta problemas nos períodos pré-natal, perinatal (durante o parto) ou pós-natal.

“Essas intercorrências podem causar lesões no cérebro do bebê e atrapalhar seu desenvolvimento neuropsicomotor”, explica.

Segundo ela, os problemas mais comuns no período pré-natal são alterações que podem acometer a gestante: sangramentos, diabetes, hipertensão arterial e viroses (principalmente a rubéola). Êstes quadros são mais preocupantes quando acontecem nos primeiros três meses de gestação.

Na fase perinatal, as intercorrências mais freqüentes são o nascimento prematuro, a anóxia cerebral (falta de oxigênio), o enrolamento de cordão umbilical no pescoço, a pré-eclâmpsia ou eclâmpsia (aumento súbito da pressão arterial da mãe no momento do parto).

Depois do nascimento, o bebê ainda pode apresentar encefalites, meningites e um tipo de icterícia que lesa o sistema nervoso. Fora isso, são considerados de risco os bebês que apresentam doenças congênitas (alterações genéticas).

Steinberg afirma que esses bebês devem ser avaliados logo na primeira semana de vida. “O profissional que conhece o desenvolvimento neuropsicomotor vai identificar se há defasagens e em que setor do desenvolvimento. A partir daí, ele orienta a mãe ou cuidador sobre como estimular melhor aquele bebê e inicia o tratamento”, enfatiza.

Segundo ela, todo o trabalho voltado ao desenvolvimento do bebê é feito em torno do brincar. “O bebê normal aprende brincando. Então, o tratamento utiliza o brinquedo, a brincadeira de modo que isso incentive o bebê a mudar de posturas. Assim, ele é motivado a rolar, sentar, coordenar movimentos, andar e assim por diante”, encerra.

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