Polícia

Mais uma pessoa é vítima de tentativa do golpe do depósito

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

O diagramador João Carlos da Silva Mantovani foi vítima de uma tentativa de estelionato anteontem, quando três pessoas tentaram comprar a sua moto apresentando como comprovante de pagamento um recibo de depósito feito em um caixa eletrônico. Os envelopes, porém, estavam vazios. Ele não chegou a entregar a moto, mas já havia repassado o documento do veículo aos golpistas.

Mantovani conta que os estelionatários foram atraídos por um anúncio que ele publicou no jornal. “Eles viram a moto e fecharam o negócio, dizendo que eram de uma empresa de fora e que iriam efetuar o pagamento via conta corrente. Eles pediram o número da minha conta e fiquei esperando. Depois de algumas horas, eles ligaram dizendo que haviam efetuado o pagamento”, revela.

Ele conta que começou a desconfiar do negócio quando foi ao banco. “O gerente me mostrou que o depósito ainda não estava compensado. Logo depois que eu cheguei em casa, dois deles vieram buscar a moto e expliquei que não poderia liberá-la. Eles alegaram que precisavam de uma garantia para mostrar para a empresa. Dei o documento e eles foram embora”, diz.

O diagramador, que iria receber R$ 7,2 mil pela transação, teve certeza do golpe poucos minutos depois. “O gerente do banco me ligou dizendo que os envelopes estavam em branco. Até agora eles não voltaram. Vou ter que tirar a segunda via do documento. A ousadia deles me surpreendeu”, afirma.

O titular da Delegacia de Investigações Gerais/ Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra), J.J. Cardia, afirma que é a primeira vez que tem conhecimento de um caso de tentativa de estelionato em que o comprovante de depósito bancário em caixa eletrônico é utilizado como garantia.

Ele lembra, porém, que é preciso ter cuidado para negociar um veículo. “A pessoa não deve entregar documentos ou objetos sem que ela própria tenha recebido o valor. Se ela receber um cheque, deve primeiro descontá-lo para depois fazer a entrega”, alerta.

O delegado lembra também que, nos casos em que o pagamento é feito em cheque, a atenção deve ser redobrada. “Principalmente no fim de semana. Muitas vezes há o depósito, mas o cheque é roubado. Às vezes a pessoa faz a consulta e, naquele momento, ele é bom, mas pode não ser mais no dia seguinte. O depósito com cheque roubado demora 48 horas para sair da conta”, justifica.

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