Num país onde muitos clamam por justiça e por igualdade de oportunidade (principalmente os “sem padrinhos” e aqueles que procuram ter acesso ao serviço público pela porta da frente), dá indignação quando alguns critérios subjetivos são postos em prática para a seleção de candidatos ao serviço público.
A análise de curriculum vitae e entrevista como caráter classificatório e/ou eliminatório é uma afronta para aqueles que se inscrevem e são obrigados a pagarem caro no ato da inscrição. Esse modelo está ultrapassado por mais transparência que possa dar ao processo seletivo. A imprensa, o rádio e a televisão têm mostrado (publicado) inúmeros casos de ingerência de atores públicos que tem deixado preocupados aqueles que buscam entrar no serviço público de forma legal. Quem já não ouviu: você conhece fulano de tal?!!! Os candidatos ao serviço público devem ficar atentos com esses representantes adeptos dessa conduta e na medida do possível mudar esse quadro.
O Ministério Público acatou uma ação impetrada contra a USP - Universidade de São Paulo, por uma candidata da cidade de São Carlos, que não concordou com a metodologia aplicada no processo seletivo para o preenchimento de vagas na universidade, conforme matéria publicada no JC de 26 de julho de 2003.
Parabenizo o Ministério Público por esse ato e por fazer com que a justiça prevalecesse. São medidas como essas que aproximam o Ministério Público do cidadão, fazendo crer que ainda é possível acreditar na justiça.
Em tempo: em nossa cidade o prefeito, “PTB”, mandou à Câmara Municipal um projeto de lei para a Contratação Simplificada (leia-se sem concurso). Com a palavra o Ministério Público de Bauru.
Ademar Aleixo Camilo - RG 7.636.492