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Nuclear ou atômica, tanto faz!


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A catastrófica explosão aeroespacial ocorrida em Alcântara-MA, com o negativo saldo de 21 mortos, quase todos especialistas na importante matéria, tornou-se motivo preponderante para que a opinião pública voltasse rapidamente sua atenção para outros setores da moderna tecnologia, o principal dos quais atende pelo nome de energia nuclear ou atômica, a qual surgiu no grande mundo, com feição terrivelmente agressiva, em 1945, com a tendência de acelerar o término da Segunda Guerra Mundial mediante incursões militares poderosíssimas contra Hiroshima e Nagasaki, onde se registraram vítimas que, à distância de um quilômetro, não chegaram a sofrer queimaduras, mas pereceram por terem respirado ares fortemente carregados de venenos radiativos. Contava-se que o seu indesejado “debut” faria o mundo tremer, em função de sua irradiação a todos os quadrantes, face à tragicidade por ela demonstrada cabalmente no Japão. Simples conjectura, porquanto o tempo se incumbiria de patentear que o novo tipo de energia, inicialmente tido como destruidor, passaria em breve a encaminhar a ciência para rumos bem diferentes porque suas aplicações começaram a revelar-se altamente infinitas, reclamando então do homem que a utilize todo o seu senso de responsabilidade.

Em nosso País, por exemplo, é a Medicina quem mais recorre a tal conquista da era atômica, dela se valendo inclusive no tratamento de câncer com radium, diagnose de outras enfermidades e extração de tumores de todas as espécies, tudo através de milagrosos instrumentos específicos, sabendo-se que a energia atômica ou nuclear é aquela que se desprende por força de alguma transformação dos núcleos atômicos. Considera-se, por isso, que o átomo exige ser respeitado na sua totalidade porque ainda não é conhecido muito bem. Então, falar-se de energia nuclear não significa referir-se apenas à sua bomba explícita, eis que conquanto a possibilidade da explosão de uma estação do tipo seja da ordem elástica de 1 para 5 bilhões, tão trágica perspectiva não deixa de ser viável, daí se deduzindo o motivo dos tremores que atingem as pessoas em geral quando ouvem ou lêem algo sobre aqueles dispositivos que estejam a perigo de acidentes. Ninguém esperava a rebeldia aeroespacial de Alcântara e, no entanto, ela aconteceu. E com ferocidade espetacular, animalesca, sem dúvida, para ser lamentada por muito tempo. É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

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