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Unesp de Botucatu registra surto de catapora

Da Redação
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Botucatu - O Pronto-Socorro da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu (100 quilômetros a Sudeste de Bauru) atendeu, de 19 a 30 de agosto, 20 crianças de 1 a 9 anos de idade, com suspeita diagnóstica e confirmação clínica de varicela (catapora). A informação é da médica Maria Rita Donalisio Cordeiro, chefe do Núcleo de Vigilância Epidemiológica do Hospital das Clínicas.

Segundo a assessoria de imprensa da faculdade, são considerados surtos os registros de mais de dois casos da doença num período de 60 dias.

Na última semana, além dos atendimentos realizados no PS, também foi diagnosticado um caso de catapora na enfermaria de Pediatria, em uma menina de 4 anos. Esse fato levou a Vigilância Epidemiológica a realizar bloqueio vacinal, imunizando 4 crianças internadas no mesmo quarto, além de 22 funcionários residentes e alunos que tiveram contato com o primeiro paciente.

A doença

A varicela é uma doença infecto-contagiosa benigna, popularmente conhecida como catapora e causada por um herpesvirus. É mais freqüente na idade de12 meses a 15 anos, sendo, de forma geral, incidente no final do inverno e início da primavera.

O quadro clínico é caracterizado por febre baixa com discreta ou nenhuma queda do estado geral, seguida do aparecimento de lesões pápulo-vesiculares que se rompem formando úlceras e crostas. Estas lesões podem se apresentar em diferentes estágios na mesma região corporal.

O período de transmissibilidade, isto é quando é possível o contágio, tem início entre um a dois dias antes e até seis dias após o aparecimento da primeira vesícula. A doença se transmite principalmente por contato direto com lesões ou por gotículas da secreção de nasofaringe. O período de incubação é ao redor de 15 dias.

A vacina contra a varicela é composta por vírus atenuado e possui boa eficácia (90% contra a infecção e 95% contra formas graves), porém não faz parte do calendário vacinal do Ministério da Saúde.

Entretanto, as vacinas ficam disponíveis nos Centro de Referência Imunobiológicos Especiais (CRIE) e podem ser utilizadas em surtos, nos profissionais que lidaram com os casos, em pessoas que tiveram contato com o paciente por mais de uma hora em ambiente fechado. Isto inclui profissionais de saúde, familiares, entre outros. A vacina, segundo a assessoria, é contra-indicada a pacientes imunodeprimidos.

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