O Teatro Municipal “Celina Lourdes Alves Neves” recebe hoje o espetáculo “Libertinagem em um Luau em Pasárgada”, inspirado no livro “Libertinagem”, do poeta Manuel Bandeira (leia textos). A peça será apresentada em duas sessões, às 10h30 e às 20h.
Dirigida por Telma Dias e encenada por Rony Guilherme e Luciene Cunha, o espetáculo - que tem duração de 50 minutos - aborda os diferentes questionamentos e reflexões de Bandeira sobre temas existenciais, políticos e urbanos. Além disso, o espetáculo destaca a essência nordestina do poeta, através de versos, que remetem à uma infância recheada de sonhos.
De acordo com Rony, que é o autor do texto, a escolha por Bandeira completa o projeto da sua companhia teatral, que visa encenar peças inspiradas em grandes poetas brasileiros. “Já fizemos trabalhos inspirados em Carlos Drummond de Andrade e Álvares de Azevedo, agora é a vez do Bandeira”, conta.
“Libertinagem em um Luau em Pasárgada” retrata a vida de Fred, um jovem rebelde e vocalista de uma banda de rock, que em um luau, conhece Tereza, moça intelectual e politicamente correta e que adora poesia. A partir deste encontro, a trama se desenvolve com muito conflito, marcado por um embate entre o rock e a poesia de Bandeira.
Com o intuito de difundir a poesia junto aos jovens e adolescentes, a peça mistura pitadas de humor e crítica, enfocando o comportamento dos jovens. “Buscamos fazer com que a poesia vire texto (teatral), já que a arte não é muito conhecida pelas pessoas”, explica Rony.
Questões existenciais, cidadania, infância, juventude, relações amorosas e temas polêmicos como a aids, alcoolismo e gravidez na adolescência são os principais enfoques do espetáculo.
• Serviço
“Libertinagem em um Luau em Pasárgada”, inspirado na obra de Manuel Bandeira. Hoje, às 10h30 e às 20h, no Teatro Municipal. Produção: Mídia Mídia Produções e Promoções. Apoio: Jornal da Cidade. Os ingressos podem sem adquiridos na bilheteria do local. Avenida Nações Unidas, 8-9. Informações: (14) 235-1193.
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Manuel Bandeira
Nascido em Pernambuco em 1886, Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho foi membro da Academia Brasileira de Letras.
Suas poesias eram baseadas em temas como a saudade da infância e da família, a presença da morte, a fugacidade da vida e do amor.
Entre as principais obras do poeta, se destacam: “A Cinza das Horas” (1917), “Carnaval” (1919), “Ritmo Dissoluto” (1924), “Libertinagem” (1930), “Estrela da Manhã” (1936), “Lira dos Cinquent’anos (1940), “Belo Belo” (1948), e “Estrela da Tarde” (1960).