A ação dos ladrões provocou um prejuízo de cerca de R$ 5,8 mil aos cofres do Departamento de Água e Esgoto (DAE) nos últimos dez dias. A última ocorrência foi verificada na madrugada de ontem, quando foram furtados 160 metros de fios de cobre do reservatório do Núcleo 9 de Julho, que será inaugurado no próximo dia 14. O material está avaliado em R$ 2,3 mil.
A prefeitura investiu R$ 550 mil para construir o novo reservatório, que terá capacidade para armazenar 3 milhões de litros d’água. O objetivo é abastecer cerca de 29 mil moradores de 20 bairros da região. Segundo a assessora de imprensa do DAE, Sandra Faria, os fios de cobre serão repostos a tempo da inauguração.
Para ela, o que chama a atenção é a ousadia dos ladrões. “O reservatório furtado hoje (ontem) nem foi inaugurado e já teve esse problema. Eles cortaram o alambrado para ter acesso ao local”, afirma.
No dia 26 de agosto, o poço do DAE nos Lotes Urbanizados, na Zona Norte, já havia sido invadido por assaltantes, que levaram o cabo de hidrômetro necessário para o funcionamento das bombas e ainda danificaram a válvula controladora de cloro e flúor. A reposição das peças custou R$ 3,5 mil.
Sandra diz que os próprios assaltantes correram riscos. “Havia marcas de pés no painel de energia da caixa de alta tensão. Poderia ter ocorrido um acidente sério”, opina. Ela lembra que, em dezembro do ano passado, a válvula e a bomba dosadora de água e flúor do poço também foram furtadas.
Segurança
A assessora de imprensa do DAE revela que os dois locais não contam com segurança fixa e nem alarme. “No caso do reservatório, ele não foi instalado porque ainda há operários trabalhando na obra. Nos lugares em que temos alarmes, eles acabam inibindo um pouco as ações de furto ou vandalismo”, diz Sandra Faria.
Ela afirma que o reforço na segurança dos reservatórios, poços e estações elevatórias de esgoto não está descartada. “Nós sempre pensamos nisso, mas se as pessoas se preocupassem um pouco com o patrimônio público não precisaria. O dinheiro que usamos para repor as peças vem das contas de água que a população paga”, declara.
Desde o início do ano, o DAE registrou sete boletins de ocorrência em razão dos furtos. O mais inusitado foi com relação ao desaparecimento de tampas de poços de visita da rede de esgoto. Somente no Ferradura Mirim, 24 sumiram no mês de fevereiro. Cada uma custa cerca de R$ 70,00 para ser reposta. “Este tipo de ação diminuiu signifativamente e, agora, temos apenas casos esporádicos”, afirma Sandra.