O Grupo Pró Bauru reuniu-se ontem com o ex-deputado estadual Roberto Purini (PMDB) para discutir a atual situação das obras do novo aeroporto de Bauru, às margens da rodovia Bauru-Iacanga. A entidade conjuga dirigentes de associações representantes do comércio, indústria, produtores, serviços e profissionais liberais da cidade.
O presidente do grupo, Cássio Carvalho, explica que Purini foi convidado por ter sido um dos precursores no projeto do novo aeroporto da cidade. “Estamos vendo de que maneira nós podemos ajudar e viabilizar as obras paradas”, afirma. A intenção do grupo é entrar em contato com os governos Estadual e Federal, para verificar quais ações seriam necessárias para a retomada das obras.
O ex-deputado Purini declara que vai auxiliar a entidade a traçar algumas estratégias. “Queremos chegar ao secretário de Estado dos Transportes, Dario Rais Lopes. O objetivo é dar continuidade à obra”, diz. O deputado Pedro Tobias (PSDB) também será convidado para participar das discussões.
Segundo Carvalho, o grupo pretende também organizar um seminário para estudar e expor as conseqüências de um novo aeroporto operando em Bauru. “Vamos verificar o que ele vai trazer de benefício para Bauru. Vamos discutir como devemos agir perante o aeroporto, que deve ser uma grande fonte de benefício, de emprego e de renda para a cidade”, declara.
Na opinião do grupo, o novo aeroporto deveria ter sua operação voltada para transporte de cargas. O transporte de passageiros permaneceria como é realizado hoje, no Aeroclube de Bauru. “Não há motivo para desativar o outro aeroporto. Ele deve continuar com os vôos regulares”, comenta Carvalho.
O novo aeroporto de Bauru vem sendo construído às margens da rodovia Bauru-Iacanga, a 20 quilômetros do centro. A construção foi iniciada em 1998, com a pista principal com extenção de 2,1 quilômetros e largura de 45 metros. O Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), responsável pela construção, informa que a terceira fase da obra já foi concluída. Esta etapa incluiu a finalização da pista principal e da auxiliar. O projeto aguarda liberação de verbas dos governos federal e estadual para o início da quarta e última etapa do aeroporto. Esta fase está orçada em R$ 21,8 milhões e inclui as obras civis - terminal de embarque e desembarque de passageiros -, construção da torre de controle, instalação de equipamentos para operações de pouso e decolagem, construção do pátio de manutenção das aeronaves, balizamento noturno, aquisição dos equipamentos de combate a incêndio e cercas de proteção.
“Só falta a quarta etapa para terminar. É a fase mais fácil, porém a que consome mais dinheiro”, afirma Purini.