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Um belo programa


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O programa “Escola da Família, Espaço da Paz”, que acaba de ser lançado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), tem um alcance social extraordinário. Seu objetivo principal, como se sabe, é fazer com que haja uma integração cada vez maior entre a comunidade, os alunos e as escolas públicas. Está provado que essa integração contribui para que as escolas sejam mais seguras e conservadas e para que o espaço público se transforme num palco permanente de lazer, esporte, cultura e aprendizado.

Durante os finais de semana, os cerca de seis milhões de alunos que estudam nas quase seis mil escolas sob a responsabilidade do governo do Estado de São Paulo, bem como seus familiares e membros da comunidade, poderão participar de diversas atividades recreativas, além de cursos básicos de capacitação profissional. De certa forma, o novo programa é uma expansão do “Parceiros do Futuro”. Lançado há quatro anos, ele já beneficiava alunos de cerca de quatrocentas escolas estaduais.

Para pôr em prática o programa “Escola da Família, Espaço da Paz”, o governo estadual conta com o apoio da Unesco e do Instituto Ayrton Senna, entre outros parceiros. Além dos benefícios evidentes que a iniciativa traz, há um outro aspecto positivo: a contratação de 25 mil universitários que estudam em instituições privadas. Em troca de vinte horas semanais de trabalho nas escolas, receberão bolsa de estudo integral. Metade do valor - até o limite de R$ 267,00 - será bancada pelo governo do Estado. A outra metade, por uma das 259 instituições particulares de ensino superior que aderiram ao programa.

Uma das condições para a contratação dos universitários é a de que eles tenham estudo em escolas estaduais. Para usar uma comparação do governador Alckmin, é como se o governo do Estado estivesse entregando à população mais uma universidade pública. USP, Unicamp e Unesp – as três universidades mantidas com os recursos do Tesouro paulista – têm, juntas, cerca de 77 mil alunos. Desnecessário lembrar que, por conta da recessão, do desemprego e da queda dos salários, muitas famílias não têm como manter seus filhos estudando.

Para efeito de comparação, vale lembrar que o governo federal, por meio do MEC (Ministério da Educação) pretende financiar até 70% do valor das mensalidades para setenta mil estudantes universitários. De todo o país.

Sem alarde e sem gastos absurdos com publicidade e com novas edificações de alto custo, o governo de São Paulo segue fiel ao seu compromisso de investir no ser humano e de fazer funcionar o que já existe. Essa coerência nem sempre lhe dá o reconhecimento imediato de parte da população. Mas o estadista faz o que precisa ser feito; não o que o marketing e o calendário eleitoral sugerem. (O autor, Walter Feldman, é médico, deputado federal, vice-líder do PSDB e membro da comissão especial de Reforma Tributária da Câmara dos Deputados)

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