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Professores da Unesp vão lutar pela criação de novas vagas

Hérica Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A Associação dos Docentes da Universidade Estadual Paulista (Adunesp) vai lutar pela criação de mais vagas em cursos, sem a perda do alto índice de qualidade do ensino. Além disso, a associação se posicionou contrária a itens das reformas da Previdência e universitária e quer promover a discussão de melhorias no ensino, incluindo a contratação de mais professores.

Representantes de dez dos 15 câmpus da Universidade Estadual Paulista (Unesp) estiveram reunidos em Bauru para o 4.º Congresso Estatutário da Adunesp, encerrado ontem.

O presidente da Adunesp, Milton Vieira do Prado Júnior, explicou que no congresso também foram discutidas questões organizacionais internas da universidade e questões gerais relacionadas à categoria docente das universidades públicas.

Entre as questões, foram amplamente debatidas a necessidade de ampliação de vagas nos câmpus da universidade, as implicações decorrentes da Reforma da Previdência, o estatudo da Adunesp e a importância de manter a Unesp, uma universidade pública e gratuita, que visa a ampliação do ensino gratuito de forma coerente e com qualidade.

“A contratação de professores e funcionários e a política de assistência estudantil são fatos importantes que discutimos no congresso”, disse Prado Júnior.

Milton disse ainda que a abertura de novos cursos nos câmpus da Unesp também foi discutida, mas que essa é uma questão que precisa ser vista com cautela. “Estamos discutindo também a abertura de novos cursos, mas é preciso tomar cuidado para essa expansão não comprometer a qualidade dos cursos no futuro. Sem a certeza de verbas e contratação de professores, não temos garantia de um futuro promissor”, frisou.

Outra questão bastante discutida durante o congresso foi a reforma trabalhista e a reforma universitária. Segundo Prado Júnior, a reforma vai atingir uma boa parte dos docentes. Já a reforma universitária precisa ser vista com cuidado, pois algumas mudanças podem diminuir a qualificação da Unesp. “Somos contrários a essa reforma que já foi citada por José Dirceu (ministro da Casa Civil) como a próxima a ser feita”, enfatizou.

Prado Júnior disse ainda que a realização do congresso em Bauru com a presença da maioria dos representantes dos câmpus mostra que a categoria está unida em busca de melhorias para as universidades. “Este é o maior congresso da Unesp. Estamos vivendo um momento de preocupação das universidades, com as reformas da Previdência e universitária, como também questões internas como a falta de investimento e a garantia que a expansão ocorra de forma qualitativa”, finalizou.

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