Turismo

Festas do 'capeta'

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 1 min

Mesmo quem não está a fim de se enturmar não vai ficar fora da festa se a opção for Porto Seguro. É impossível se tornar um Robison Crusoé em um lugar onde a ordem é fazer amigos, paquerar na Passarela do Álcool e agitar nas inúmeras barracas espalhadas por praias brindadas com mais de 100 dias de sol de rachar durante o ano.

No avião, mesmo os desacompanhados já começam a sentir o que virá pela frente. A alegria está solta no ar, tomando conta de todos que têm como expectativa passar sete dias maravilhosos no extremo sul da Bahia, onde predominam o axé, a cerveja gelada e o “capeta”, bebida local à base de vodca, leite condensado, canela e guaraná em pó.

Uma espécie de estimulante para quem ainda não está totalmente solto para as aulas de lambaeróbica que são obrigatórias, querendo ou não o visitante. Por todos os pontos de Porto Seguro há professores ensinando as manhas para aquela abaixadinha, o rebolado dos quadris e a mãozinha no joelho.

E como a descontração toma conta de todos, sarados ou gordinhos, jovens ou grisalhos acabam avançando o sinal e fazendo suas próprias coreografias para as fotos de lembrança.

Depois de São Paulo e Rio de janeiro, Porto Seguro é o lugar com o maior número de leitos no Brasil. Há mais de 500 hotéis e pousadas catalogados, o que torna as excursões bem acessíveis.

As barracas baianas são imensas, reunindo centenas de mesinhas, lojas de artesanato, palcos para dançarinos e chuveiros para quem quer se refrescar por ali mesmo, sem ter que voltar aos hotéis. Algumas chegam até a oferecer banho de bronzeador para ninguém se tornar um pimentão em férias.

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