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DIR-10 tenta otimizar internações

Da Redação
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Uma reunião com os representantes do Hospital Estadual (HE), Associação Hospitalar de Bauru (AHB), Pronto-Socorro Municipal (PSM), Secretaria Municipal de Saúde e a Diretoria Regional de Saúde de Bauru (DIR-10), ontem à tarde, visou estabelecer medidas para resolver os problemas de falta de leitos para internação do Sistema Único de Saúde (SUS) em Bauru. De acordo com o titular da DIR-10, Affonso Viviani Júnior, durante 90 dias serão estabelecidos alguns mecanismos para melhorar a eficiência dos hospitais e agilizar o gerenciamento das vagas na cidade.

“Se temos um novo hospital (HE), porque ainda há dificuldade em conseguir leitos? Essa era a grande questão. Estamos trabalhando para resolver esse problema”, diz.

Viviani explica que o direcionamento dos pacientes das unidades de saúde para internações era realizada anteriormente pelo PSM. Com a inauguração do HE, em maio deste ano, e a gradual disposição de mais leitos, entrou em ação a central reguladora de vagas, com a função de gerenciar e encaminhar os pacientes para os hospitais que atendem pelo SUS.

“As direções dos hospitais e do PSM indicaram, depois de algum tempo, que seria mais fácil o próprio pronto-socorro voltar a buscar o leito, porque a passagem pela central de vagas estava burocratizando o processo”, relata. Há 60 dias, as internações são encaminhadas desta maneira, e Viviani avalia que a situação não está adequada, e por isso foi realizada a reunião, ontem.

O titular da DIR-10 diz que foram estudados os parâmetros técnicos para definir as internações e a quantidade de leitos necessários para a realidade de Bauru. Ele explica a taxa de ocupação dos leitos de um hospital que funciona num parâmetro ótimo de gerenciamento é de 85%, levando em conta os custos de operação, administrativos e outros. Os tempos médios de internação para pacientes de cirurgia é de 4,8 dias, para pacientes de clínica médica é de 5,2 dias, e para pacientes crônicos, de 45 dias.

“Considerando estes parâmetros, considerando a invasão de pacientes de outros municípios (1 em cada 5), temos uma sobra de leitos hospitalares para clínica cirúrgica e clínica médica. Não está faltando, está sobrando”, afirma Viviani.

No entanto, ele explica que trabalhar com esses parâmetros seria exigir o máximo de eficiência do HE e do Hospital de Base de Bauru (HB). Então, como foi apresentado na reunião de ontem, as internações serão trabalhadas com uma certa folga. O tempo médio de internação em clínica cirúrgica será trabalhado como 5,8 dias e em clínica médica, de 7,2 dias. A taxa de ocupação será reduzida, potencialmente, para 80%.

Assim, o objetivo da DIR-10 é dar uma margem de folga maior, teoricamente, para que os trabalhos nos hospitais e o gerenciamento dos leitos sejam regularizados e otimizados. Com isso, o objetivo principal é que se evite a permanência de pacientes internados no PSM.

Entre as mudanças estabelecidas, a que Viviani considera de maior impacto é a volta das internações clínicas, que vinham sendo realizadas apenas no HE, para os hospitais da AHB - Hospital de Base e Manoel de Abreu. Além disso, as 20 vagas contratadas pela DIR-10 nos hospitais Prontocor e Cardiovida serão mais utilizadas, já que estes leitos não tem tido sua capacidade máxima aproveitada.

“Se o paciente ainda assim não conseguir vagas, ficou estabelecido que a AHB vai internar, nem que seja em apartamento ou enfermaria de convênios. Além disso, esgotando estas alternativas, temos a central reguladora de vagas, que pode procurar um leito nos hospitais da região. Existindo vaga em algum lugar, o paciente não vai mais ficar no PSM”, afirma Viviani.

Ficou decidido também a reabertura de uma enfermaria no Hospital Manoel de Abreu, com capacidade de 31 leitos, e a possibilidade de antecipar a abertura de outra enfermaria no HE, que traria mais 43 leitos para Bauru. “Também exigimos uma melhoria na gerência com relação a internações desnecessárias. Elas terão tratamento ambulatorial, para que o médico possa referenciá-lo nas unidades básicas de saúde”, comenta.

Viviani assume que as medidas não terão efeito imediato, mas espera a redução do problema das internações com a reabertura da enfermaria do Manoel de Abreu. A evolução do programa será acompanhada pelos diretores em reuniões semanais.

O titular da DIR-10 não considera as medidas emergenciais, mas necessárias no atual momento. “Temos indicadores de que o número de leitos em Bauru é suficiente para atender nossa necessidade. Temos de otimizar os mecanismos gerenciais internos do PSM e dos hospitais e das unidades de saúde”, conclui.

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