Polícia

Polícia recebe 100 denúncias ao mês

Da Redação
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O número de denúncias recebidas pela Polícia Civil de Bauru neste ano, até o mês de agosto, é de 833 ligações. Na média, de acordo com o Centro de Comunicação da Polícia Civil (Cecom), são mais de 100 ligações mensais para o telefone de emergência da polícia, o 147, com os mais diversos relatos e conteúdos. Mesmo afirmando que muitas denúncias e informações acabam não se confirmando nas investigações, a Polícia Civil assume a importância da participação população no combate à criminalidade.

O titular da Delegacia Seccional de Bauru, Antônio Ângelo Ciocca, explica que o telefone com ligação gratuita para a Polícia Civil foi disponibilizado para ser um “disque-denúncia” exatamente pela importância da população em apontar e ajudar na resolução de crimes.

“Muitas coisas passam despercebidas pela polícia, como um vizinho de alguém que está traficando. Com a indicação da população, é possível checar. Todas as denúncias recebem um encaminhamento”, afirma.

Ciocca lamenta que muitas denúncias, quando investigadas, não levam os policiais a nenhum crime ou suspeito. “Mas todas as denúncias servem para investigação, e mesmo quando não é verdadeira, a denúncia serve como uma indicação, como um alerta”, declara. O delegado seccional esclarece que, nas ligações anônimas, existem a garantia de que o nome do denunciante e seu telefone serão preservados.

De acordo com o levantamento do Cecom, a grande maioria das denúncias recebidas neste ano foi relacionada a tráfico de drogas, pontos de venda e consumo, indicações de traficantes e outros. De 833, foram 485 ligações ligadas a drogas, todas encaminhadas para a Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise).

“As denúncias são a base das nossas investigações sobre entorpecentes. A partir delas, verificamos os indícios, envolvemos nossos policiais”, diz José Henrique Gomes dos Santos, delegado titular da Dise.

De acordo com ele, não seria possível mensurar quantas denúncias recebidas pela Dise efetivamente apontam pessoas e locais relacionados ao tráfico de drogas. “Muitas vezes, as ligações indicam pontos achando que são locais de venda, mas que são pontos de consumo de entorpecentes. É diferente. Então, é feito mais um trabalho de conscientização, de informação e prevenção com aquelas pessoas”, explica Santos.

Já o titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), José Jorge Cardia, declara que a cada dez denúncias recebidas, em média sete não procedem, quando investigadas. “Mas as três que são positivas, são muito importantes para a polícia. Essa é uma média boa. Em crimes de maior violência, sempre recebemos muitas informações valiosas. Em muitas oportunidades, foi através delas que esclarecemos os crimes”, relata.

A DIG é responsável pela investigação de crimes de autoria desconhecida, incluindo homicídios, furtos, roubos, desmanche de veículos e outros. De acordo com os dados do Cecom, foram 301 denúncias encaminhadas para esta delegacia neste ano.

Cardia diz que não é muito favorável com o termo “disque-denúncia”, pois ele pode passar uma imagem pejorativa de quem utiliza o serviço. “Pessoalmente, eu prefiro e acho mais fácil chamar de ‘disque-informação’. São essas informações das pessoas que orientam nosso trabalho”, diz o delegado.

Dentre as outras denúncias recebidas pelo telefone 147, 21 foram encaminhadas para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), 13 para a Delegacia da infância e Juventude (Diju), três para a Delegacia de Pirajuí, duas para Avaí e uma para Piratininga. A 1ª e a 3ª Delegacia Policial (DP) receberam três ligações.

Na opinião de Santos, a iniciativa das pessoas em utilizar o serviço de denúncia por telefone, mesmo sendo anonimamente, é um auxílio valioso não só para a Polícia Civil, mas para toda a sociedade. “É um serviço que a população presta para ela própria”, diz o titular da Dise.

“Com a indicação das informações, a sociedade se protege. Ela ajuda a polícia a combater o crime, porque todos somos responsáveis no combate à criminalidade, e a população se torna uma parceira importante”, declara Cardia.

O delegado seccional comenta que, atualmente, não se concebe mais o ideal de polícia sem que ela seja comunitária. “Hoje, a polícia evoluiu, abriu suas portas, se modernizou e está aberta ao atendimento. A população pode entrar, reclamar, ser orientada e ouvida. Assim, ela se sente incentivada a ajudar com as denúncias. Esse é o espírito da polícia moderna”, conclui Ciocca.

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